Bangalôs à beira-mar entre a praia e a floresta tropical preservada, que ocupa mais de 100 hectares dentro da propriedade (Divulgação)
Jonalista colaborador
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 11h22.
A última etapa da viagem até o Bawah Reserve acontece pelo ar, num hidroavião com capacidade para dez pessoas que pousa direto sobre a água, junto a um píer estreito onde funcionários uniformizados recebem os hóspedes com toalhas frias. Antes disso, foram horas de carro, balsa e controle de passaporte, um trajeto que só reforça a sensação de isolamento ao chegar às seis ilhas que compõem o resort, no arquipélago de Anambas, na província indonésia das Ilhas Riau.
A região fica a cerca de 300 quilômetros a nordeste de Singapura e reúne 13 praias de areia branca, lagoas de água transparente e mais de 100 hectares de floresta tropical preservada, dentro de uma área de conservação marinha ainda maior. Não existe estrada nem aeroporto convencional por perto, o que torna o hidroavião o único meio de acesso à propriedade.
O resort se posiciona como alternativa a destinos como as Maldivas, oferecendo uma programação mais extensa de atividades, além do descanso nas praias particulares. Aulas de mergulho, degustação de café, passeios de caiaque pelas lagoas e oficinas de perfumaria fazem parte do cardápio de experiências oferecidas aos hóspedes ao longo da estadia.
As acomodações somam 36 unidades entre suítes tipo tenda, bangalôs sobre a água e vilas com piscina privativa, todas construídas com bambu, madeira de reaproveitamento e outros materiais recicláveis, seguindo a linha de construção sustentável adotada pelo empreendimento.
Vista aérea no arquipélago de Anambas, cercadas por recifes de coral e lagoas (Divulgação)
Os visitantes desembarcam em Singapura, seguem de carro até o porto e cruzam de balsa o estreito até a ilha indonésia de Batam, onde passam pelo controle de passaporte. De lá, outro carro os leva até o aeroporto de Hang Nadim, ponto de embarque para o hidroavião que fará o trajeto final até Bawah.
O voo dura entre 75 e 80 minutos e é operado por duas aeronaves, com capacidade para dez passageiros cada uma. Há um limite de 15 quilos de bagagem por pessoa, e o peso combinado de hóspede e mala é conferido antes do embarque. Para compensar a restrição, o resort disponibiliza itens básicos como protetor solar, roupões e chapéus de sol, reduzindo a necessidade de levar muita coisa na mala.
Piscina de borda infinita em frente à área comum de uma das vilas do Bawah Reserve, com estrutura de bambu que segue a proposta sustentável do resort (Divulgação)
As tarifas começam em US$ 1.980 por noite, o equivalente a cerca de R$ 10.200 na cotação atual, valor que já inclui as três refeições diárias e um tratamento de spa por hóspede. A estadia mínima é de três noites, considerando o esforço logístico do deslocamento até a ilha.
A partir daí, os custos adicionais se acumulam conforme o hóspede escolhe experiências extras. Um jantar privativo na praia sai por US$ 1.000, cerca de R$ 5.150, enquanto estender um tratamento de spa de 45 para 90 minutos tem valor à parte. A acomodação mais cara do catálogo regular é uma suíte de quatro quartos com piscina de borda infinita, orçada em US$ 12.300 na alta temporada, o que equivale a aproximadamente R$ 63.400.
Para quem busca exclusividade total, o resort também oferece o aluguel integral de uma das ilhas, com capacidade para 78 pessoas distribuídas em 39 quartos. A diária desse pacote gira em torno de US$ 90 mil, cifra próxima a R$ 463.500, incluindo toda a equipe de funcionários.
Uma das iniciativas de sustentabilidade do resort é o acompanhamento da desova de tartarugas marinhas na região. Três biólogos marinhos residentes percorrem o arquipélago recolhendo ovos antes que lagartos monitores os encontrem, e os transferem para um viveiro protegido em uma das praias do próprio resort.
Quando os filhotes começam a eclodir, a equipe monta um corredor de areia com pequenas paredes que direciona os animais até o mar, e os hóspedes são avisados para acompanhar o momento ao vivo, geralmente ao entardecer.
Vila com piscina privativa cercada pela vegetação nativa, uma das opções de hospedagem que compõem as 36 unidades do resort (Divulgação)
O spa do resort, batizado de Aura, funciona em uma estrutura de madeira erguida entre as árvores e utiliza insumos típicos da culinária indonésia em seus tratamentos, como café, mel, gengibre, limão-cravo e óleo de coco. O espaço conta ainda com sauna seca, sauna a vapor e piscina de imersão fria de acesso livre para os hóspedes, além de aulas diárias de ioga em um bangalô sobre a água que também abriga uma pequena academia.
A gastronomia do resort combina frutos do mar locais com pratos tradicionais indonésios, como o beef rendang, servidos em diferentes restaurantes espalhados pela ilha principal.