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Cabana em Petrópolis (RJ), na Região Serrana do Rio de Janeiro, é exemplo do tipo de hospedagem que vem atraindo o viajante em busca de privacidade e contato com a natureza (Divulgação)
Repórter de ESG
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 13h00.
Última atualização em 17 de agosto de 2026 às 15h05.
"Natureza e luxo deixaram de ser conceitos opostos", afirma Anna Laura Wolff, cofundadora da Holmy, plataforma de curadoria em aluguel de temporada, à EXAME.
Se por muito tempo o imaginário do turismo de luxo esteve associado a grandes hotéis, resorts e estrutura de serviços, hoje o viajante está disposto a pagar mais por aquilo que se tornou escasso: privacidade, silêncio, natureza preservada, arquitetura integrada à paisagem e tempo para desacelerar.
A avaliação resume um movimento confirmado por um novo levantamento da Comparar Seguro de Viagem, plataforma especializada em comparação e contratação de seguro viagem, após mapear o volume médio mensal de buscas no Google entre julho de 2025 e junho de 2026 para listar um ranking das modalidades turísticas mais procuradas.
No topo do ranking aparece o glamping, contração de "glamour" e "camping", que combina hospedagem em meio à natureza com o conforto de estruturas mais sofisticadas do que as de um acampamento convencional.
Logo em seguida vem o ecoturismo, modalidade voltada a atividades em ambientes naturais com foco em conservação, educação ambiental e desenvolvimento sustentável, conciliando a visitação turística com a valorização dos recursos naturais e impacto social.
A tendência confirma o que o Booking.com já havia destacado: 83% dos turistas do país desejam que seus gastos em viagens sejam revertidos para beneficiar as comunidades locais nos destinos escolhidos, segundo o relatório anual.
Para Anna Laura, essa ascensão está diretamente ligada à forma como o viajante de luxo passou a escolher seus destinos.
"A gente percebe que a própria hospedagem passa a ser o motivo da viagem: a pessoa escolhe primeiro a cabana onde quer ficar e só depois olha para o destino", explica.
Segundo ela, o crescimento do glamping e do ecoturismo reflete uma busca por experiências personalizadas, sustentáveis e com conexão genuína com o lugar.
Na sequência do ranking aparece o enoturismo, voltado a viagens para regiões produtoras de vinho, com visitas a vinícolas e imersão nos processos de produção e na cultura local.
Já o turismo rural, quarto colocado, aproxima o visitante do dia a dia do campo, em vivências nas propriedades rurais, tradições e formas de produção agrícola.