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'O Agente Secreto' e Wagner Moura fazem história no Globo de Ouro

Produção de Kleber Mendonça Filho marcou recordes e ineditismos na noite deste domingo, 11, ao sagrar-se campeã em duas categorias da premiação

'O Agente Secreto': o trunfo do cinema brasileiro  (Cinemascopio/Divulgação)

'O Agente Secreto': o trunfo do cinema brasileiro (Cinemascopio/Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 02h19.

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O cinema brasileiro é, indiscutivelmente, uma potência internacional. Na noite deste domingo, 11, Wagner MouraO Agente Secreto fizeram história na 83ª edição do Globo de Ouro ao vencerem os prêmios de Melhor Ator em Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa.

Com a conquista, Moura se tornou o primeiro brasileiro a receber a estatueta nesta categoria. O filme também atingiu um novo recorde: é o primeiro de produção inteiramente do Brasil a receber dois prêmios no evento.

"Esse é um filme que fala sobre memória, sobre a falta dela. Acredito que se o trauma pode passar de geração para geração, os valores também podem", disse o ator baiano em seu discurso de agradecimento.

A cerimônia do Globo de Ouro foi realizada em Beverly Hills, na cidade de Los Angeles (Califórnia, EUA).

O cinema brasileiro em ascensão

A estatueta de O Agente Secreto marca a terceira vez em que o Brasil conquista a estatueta nesta categoria. A primeira foi com Orfeu Negro (1960) e a segunda com Central do Brasil (1999). Ao longo dos anos, o cinema nacional recebeu nove indicações.

A produção concorria, na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, com Foi Apenas um Acidente (França), A Única Saída (Coreia do Sul), Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha) e A Voz de Hind Rajab (Tunísia).

Já Moura disputava a estatueta de Melhor Ator em Filme de Drama com Michael B. Jordan (Pecadores), Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido), Oscar Isaac (Frankenstein), Joel Edgerton (Sonhos de Trem) e Dwayne Johnson (Coração de Lutador).

Antes da vitória no Globo de Ouro, O Agente Secreto já havia passado do primeiro milhão de espectadores nos cinemas brasileiros. A tendência, seguindo os mesmos passos de Ainda Estou Aqui no ano passado, é que o público mais que dobre nos próximos meses. O longa está em cartaz desde 6 de novembro de 2025.

Ao todo, segundo o Box Office Mojo, principal ferramenta de análise de bilheteria em todo o mundo, o filme já arrecadou mais de US$ 4,6 milhões. Além do Brasil, o principal mercado é a França.

Na corrida pelo Oscar

Ambientado em Recife no ano de 1977, O Agente Secreto se enquadra como um thriller político. Na trama, Marcelo (Wagner Moura) é um foragido misterioso que volta ao Recife para reencontrar o filho. Em busca de paz, ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

A produção de Kleber Mendonça Filho vem colecionando prêmios desde maio de 2025, quando arrancou quase 15 minutos de aplauso no Festival de Cannes deste ano e saiu de lá com não um, mas quatro prêmios — Melhor Direção e Melhor Ator na disputa principal, feito histórico, e dois prêmios da Crítica (FIPRESCI).

A repercussão fez com que a Neon Filmes, reconhecida distribuidora internacional de filmes indicados e vencedores do Oscar, incluísse O Agente Secreto em seu catálogo.

A vitória no Globo de Ouro abre alas para que o filme pernambucano ganhe força no Oscar de 2026. A lista oficial dos indicados será divulgada no dia 22 de janeiro. A cerimônia está marcada para o dia 15 de março.

A Academia, que compõe o júri do Oscar, já elencou o filme de Kleber Mendonça Filho entre os pré-selecionados à premiação de 2026 nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco.

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