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Livro reconstrói 30 anos de moda masculina da Louis Vuitton

Editora britânica publica em novembro obra dedicada à história das passarelas masculinas da grife francesa, com texto do crítico Anders Christian Madsen e mais de 1.200 imagens de desfiles

Página do livro "Louis Vuitton Menswear Catwalk" mostra looks da coleção Primavera/Verão 2001, primeiro desfile masculino solo assinado por Marc Jacobs para a grife (Divulgação)

Página do livro "Louis Vuitton Menswear Catwalk" mostra looks da coleção Primavera/Verão 2001, primeiro desfile masculino solo assinado por Marc Jacobs para a grife (Divulgação)

Gustavo Frank
Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 11h31.

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Casas de luxo têm recorrido cada vez mais a publicações de grande formato para documentar décadas de desfiles, um movimento editorial que combina arquivo de moda com produto de colecionador. A Thames & Hudson, editora britânica responsável pela série Catwalk, que já reuniu volumes sobre marcas como Chanel e Dior, chega agora a um título inédito dentro desse catálogo. Pela primeira vez, a coleção dedica um livro inteiro ao vestuário masculino de uma grife, e a escolhida é a Louis Vuitton.

Louis Vuitton Menswear Catwalk chega às lojas físicas e digitais da marca em 5 de novembro, além de uma seleção de livrarias em diferentes países. O volume reúne mais de 1.200 imagens de passarela e percorre mais de 50 coleções, condensando quase três décadas de trabalho da grife na moda masculina em um único registro. O texto e o prefácio são assinados pelo crítico dinamarquês Anders Christian Madsen.

Da grife de malas à liderança em streetwear de luxo

A trajetória coberta pelo livro passa por cinco nomes que assumiram a direção criativa masculina da Louis Vuitton em momentos distintos. Marc Jacobs, primeiro diretor criativo da casa a partir de 1997, expandiu a marca para além do universo de bagagens e couro, criando as bases do prêt-à-porter masculino e feminino da grife. Já Paul Helbers ficou à frente da linha masculina entre 2006 e 2011, período em que reforçou uma estética de alfaiataria britânica dentro do guarda-roupa da casa.

Kim Jones assumiu em seguida e permaneceu até 2018, quando Virgil Abloh se tornou o primeiro diretor artístico negro da Louis Vuitton, unindo streetwear e códigos de luxo em desfiles que viraram eventos de grande repercussão dentro e fora do circuito de moda. Abloh morreu em novembro de 2021, aos 41 anos, vítima de um câncer raro, e o posto ficou vago até fevereiro de 2023, quando a grife anunciou Pharrell Williams como novo diretor criativo masculino. O músico já havia colaborado com a Louis Vuitton em 2004 e 2008, e sua primeira coleção para a casa estreou em junho daquele ano, durante a semana de moda masculina de Paris.

Uma narrativa organizada por ordem cronológica

Louis Vuitton Livro

Capa e lombada do livro "Louis Vuitton Menswear Catwalk", publicado pela Thames & Hudson com lançamento previsto para 5 de novembro (Divulgação)

Diferentemente de publicações que selecionam apenas os desfiles mais lembrados de cada temporada, o livro adota uma estrutura cronológica, acompanhando temporada a temporada as mudanças de silhueta, styling e direção criativa ao longo dos cinco períodos retratados. Segundo a editora, essa organização permite observar como cada fase se conecta à seguinte, formando um panorama contínuo da evolução da marca nas passarelas, em vez de um recorte fragmentado por diretor criativo

O conteúdo também resgata a origem da Louis Vuitton como fabricante de malas de viagem, fundada em 1854, e discute como esse legado ligado ao deslocamento e à mobilidade segue presente na linguagem visual da grife até hoje. A publicação sustenta que essa referência ajudou o vestuário masculino da casa a se espalhar por diferentes mercados e públicos, tornando-se parte de um vocabulário de moda cada vez mais internacional.

Parte de um catálogo em expansão

A série Catwalk da Thames & Hudson é conhecida por reunir volumes robustos, geralmente com centenas de páginas e formato de livro de mesa, voltados tanto a profissionais de moda quanto a colecionadores. Edições anteriores da coleção sobre outras grifes chegaram a ultrapassar 600 páginas e mil imagens, com textos assinados por jornalistas e curadores especializados em cada marca retratada.

A Louis Vuitton não divulgou até o momento o preço de venda da publicação fora do continente europeu nem o número exato de páginas da edição final. A expectativa da grife é que o título funcione como registro oficial da história recente da moda masculina da casa, ficando disponível simultaneamente em suas próprias lojas e em canais de livrarias selecionadas a partir do dia do lançamento.

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