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Uma startup de 11 anos e a marca pelo produto

Construir uma marca com lembrança e recall forte a ponto de se tornar sinônimo de categoria hoje é um verdadeiro desafio
Construir uma empresa com espírito jovem é também um privilégio (Luis Alvarez/Getty Images)
Construir uma empresa com espírito jovem é também um privilégio (Luis Alvarez/Getty Images)
Por BússolaPublicado em 17/05/2022 18:15 | Última atualização em 17/05/2022 15:39Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Por Liliane Josua Czarny*

Sou formada em comunicação, por isso não é novidade que as aulas relacionadas a essa área tenham sido minhas preferidas ao longo da vida. Hoje, sou sócia e CMO da empresa que meu pai construiu, depois de uma carreira sólida no ramo financeiro. E vejo como, atuando em marketing, a linguagem me ajuda a colocar de pé estratégias e ações nascidas de algo tão subjetivo quanto as próprias palavras.

Provavelmente pouco antes do ensino médio, fui apresentada às figuras de linguagem, uma das áreas mais bem elaboradas da língua portuguesa, usada por poetas, letristas, grandes escritores e músicos. Uma das que mais se conectam ao meu negócio é a metonímia. Para quem não se lembra, “a metonímia é uma figura de linguagem que consiste na substituição de uma palavra ou expressão por outra, havendo entre elas algum tipo de ligação” — também tive que recorrer ao Google para esta definição. Talvez um exemplo deixe mais claro o que quero dizer.

Quando a barba do meu pai já estava maior do que, geralmente, ele considerava apresentável, ele usava uma Gilette para se barbear (provavelmente você, que me lê, já viu, ouviu ou passou pela mesma situação). Era uma Gilette independente da marca da lâmina de barbear. Uma das minhas classes preferidas da metonímia: a marca pelo produto.

A construção de marca da Gillette é tão sólida e está há tantos anos presente no mercado e no nosso imaginário que qualquer lâmina de barbear vira uma Gilette. Há 50 anos, todo absorvente era Modes; por muito tempo toda caneta esferográfica era Bic e, até hoje, quando preciso comprar hastes descartáveis de algodão, eu escrevo cotonete na lista do supermercado.

É isso que eu, ao lado de todo o time da empresa para qual me dedico hoje, quero levar para o mercado. Construir uma marca que seja referência metonímica quando o assunto é plataforma para gestão financeira para grandes, médias e pequenas empresas. Como denominar uma empresa que está no mercado há 11 anos, mas ao mesmo tempo tem todas as características de uma startup? Inovadora (oferece soluções para empresas que não são oferecidas por nenhuma outra empresa do mercado), escalável (hoje atendemos mais de dez mil empresas ativas e temos a possibilidade de atender outras dez mil sem grandes mudanças no nosso jeito de operar) e digital (nossa plataforma é online, intuitiva e “self service”).

Percebi, ao longo dos anos, como oferecer uma plataforma na qual o cliente possa atuar de forma independente, sem precisar o tempo todo recorrer a nós para aprender a usá-la, faz diferença no dia a dia das empresas, de todos os tamanhos. Nossa equipe de atendimento está para crescer este ano, mas, quando vejo que cada mil clientes nossos (empresas que estão no mercado e possuem seus próprios clientes) é atendido por uma única pessoa, sem que o atendimento seja robotizado ou impessoal, vejo também o valor que existe em oferecer um serviço que entregue por si só a melhor experiência para quem o contrata.

Este modelo de plataforma ganha cada vez mais espaço do mercado: não preciso entrar em contato com a Netflix para assinar, cancelar ou para que ela selecione os melhores filmes para meu perfil. Hoje em dia, eu nem sequer preciso entrar em contato com o atendimento do meu banco para aumentar os limites do cartão de crédito ou contestar uma transação.

Se faço uma compra na Amazon e preciso trocar ou simplesmente me arrependo, vem uma pessoa buscar o produto em casa, direto na portaria do meu prédio, dias depois de clicar no botão “cancelamento ou devolução”, no próprio aplicativo. Experiências que fazem os serviços valerem a pena. A diferença é que meus clientes não pagam mensalidade para usar nossos serviços.

Construir uma empresa com esse espírito jovem é um desafio que considero também um privilégio. Trabalho com pessoas muito dedicadas, que acreditam no produto que oferecemos; algumas delas estão comigo há muitos anos e, inclusive, fazem parte da minha família — como a irmã, entusiasta do nosso negócio. Temos a oportunidade de estar próximos dos nossos clientes, conversar com todos via WhatsApp e entender suas dores ou dificuldades, adaptando o serviço que oferecemos de acordo com suas sugestões. O produto é construído a milhares de mãos e todos nós saímos ganhando.

Agora, nossa dedicação tem sido apresentar toda a fortaleza que construímos enquanto business rentável e sustentável por meio de uma marca que se torne tão robusta e forte quanto as constatações inegáveis de nossos clientes que o serviço faz diferença no dia a dia das empresas.

 

Nosso desafio tem sido construir uma marca com lembrança e recall tão fortes para empresários, áreas financeiras e funcionários que nos torne tão indispensáveis, confiáveis e reconhecidos quanto a Gillette. Nossos clientes já conhecem a melhor forma de fazer a gestão financeira de suas empresas, seja uma rede de beleza ou uma produtora independente de filmes e vídeos. É hora de contarmos isso para o mundo.

*Liliane Josua Czarny é sócia e CMO da PagCorp, plataforma completa de gestão financeira para empresas; formada em comunicação pela PUC SP, é responsável por fomentar novas parcerias e desenvolver negócios na área de meios de pagamento e cartão pré-pago

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