Aedes do Bem utiliza os próprios mosquitos para reduzir os casos de doenças (AFP Photo)
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Publicado em 9 de junho de 2026 às 07h00.
O Aedes do Bem é uma biotecnologia utilizada para reduzir a população do mosquito transmissor da dengue. Combinada com mutirões de limpeza e conscientização, a solução pode reduzir drasticamente os casos da doença.
Com o Aedes do Bem, a estância turística de Águas de São Pedro, no interior de São Paulo, registrou queda de aproximadamente 98% nos casos de dengue no primeiro quadrimestre de 2026.
A estratégia da cidade combina mutirões de limpeza e conscientização com o uso do Aedes do Bem, biotecnologia desenvolvida pela Flyttr (antes conhecida como Oxitec).
A solução consiste na liberação de mosquitos machos que não picam e que, ao se reproduzirem com as fêmeas locais, geram descendentes cujas fêmeas não chegam à fase adulta.
Isso reduz progressivamente a população do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela de forma sustentável e segura.
O programa foi implantado no município em abril de 2025 por meio de caixas de liberação em regiões estratégicas. Essas caixas funcionam como minifábricas, onde os ovos dos mosquitos são ativados com água e os insetos eclodem prontos para atuar no ambiente.
A tecnologia possui aprovação em biossegurança pela CTNBio e já demonstrou eficácia de até 96% em estudos publicados na revista científica Frontiers.
Com a ampliação, Águas de São Pedro se consolida no movimento de cidades brasileiras que adotam soluções biotecnológicas modernas como complemento às ações tradicionais de combate ao vetor.