Esporte

Por que um time italiano proibiu cabeceios? Entenda a medida

Programa prevê restrições graduais ao jogo aéreo para reduzir impactos repetitivos na cabeça e o risco de concussões entre jovens atletas

Programa restringe o contato com a bola pelo alto em treinos e jogos e prevê introdução gradual da técnica nas categorias seguintes (Lucas Ninno/Getty Images)

Programa restringe o contato com a bola pelo alto em treinos e jogos e prevê introdução gradual da técnica nas categorias seguintes (Lucas Ninno/Getty Images)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 25 de julho de 2026 às 17h34.

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O clube italiano Como decidiu proibir cabeceios para jogadores com menos de 10 anos em suas categorias de base.

A medida faz parte de um programa criado para reduzir impactos repetitivos na cabeça e limitar a exposição de crianças ao risco de concussões e lesões cerebrais.

Pelas novas regras, atletas dessa faixa etária não poderão cabecear a bola em treinos nem em partidas. As cobranças de escanteio também deverão ser feitas de forma rasteira, eliminando situações que normalmente exigiriam o jogo aéreo.

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As restrições serão aplicadas ainda à categoria sub-11. Nesse caso, os jogadores poderão começar a aprender a técnica do cabeceio perto do fim da temporada, mas apenas com bolas de borracha.

Saúde de jovens atletas

Nas categorias seguintes, o contato com a bola pelo alto será introduzido gradualmente. O clube também estabelecerá um limite para o número de cabeceios por sessão e proibirá o uso de bolas excessivamente cheias, que podem aumentar a força do impacto.

A decisão ocorre em um contexto de preocupação crescente com os efeitos de cabeceios repetidos e de concussões sobre a saúde de atletas. Diferentes modalidades e países já adotaram restrições semelhantes, entre eles futebol, rúgbi e handebol.

Na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, o cabeceio foi retirado dos treinos de equipes formadas por jogadores com menos de 12 anos.

Lesões graves no futebol

O debate também chegou aos tribunais. Nos últimos anos, ex-jogadores profissionais e familiares de sete atletas falecidos moveram ações contra entidades responsáveis pelo futebol britânico.

Os autores dos processos afirmam que essas organizações tinham conhecimento dos riscos de concussões e lesões cerebrais enfrentados pelos jogadores, mas não adotaram as medidas de segurança necessárias.

Com o novo programa, o Como passa a incorporar esse debate diretamente à formação de jovens atletas, restringindo a prática nas primeiras etapas e permitindo sua introdução apenas de maneira controlada nas faixas etárias mais elevadas.

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