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De luxo à necessidade: como o futuro passa pelo Big Data

Webinar da Bússola com as empresas Big Data, grupo DPSP e Iteris debateu a força de dados e algoritmos para impulsionar o potencial competitivo
Em 2025 a quantidade de novas informações geradas por ano deve ultrapassar a marca de 175 trilhões de gigabytes (Witthaya Prasongsin/Getty Images)
Em 2025 a quantidade de novas informações geradas por ano deve ultrapassar a marca de 175 trilhões de gigabytes (Witthaya Prasongsin/Getty Images)
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BússolaPublicado em 14/04/2022 às 13:00.

O paradigma da utilização dos dados a fim do próprio profissional interpretá-los e tomar decisões tem caído por terra. Isso porque o mundo tem aumentado a produção de dados com o avanço da digitalização, a cada ano, o que torna esta execução humanamente impossível. Por isso, as empresas têm investido em soluções de Inteligência Artificial para desenvolver estratégias mais assertivas e competitivas, acompanhado de mecanismos de segurança, com o regimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Este foi o centro do debate da live realizada nesta quarta-feira, 13, sobre a força dos dados e algoritmos para os negócios.

Gustavo Ioschpe, fundador e CEO da Big Data, defendeu o poder da personalização: “a grande maioria das empresas deixa um valor enorme na mesa ao praticar o mesmo preço em todo o País, que tem realidades tão diferentes, ou com uma estratégia promocional que é pensada com poucos dados. Notamos que é possível entregar soluções personalizadas de Inteligência Artificial para sortimentos e pricing, considerando loja por loja, dia a dia, em cada ponto de venda, impulsionando de forma significativa o faturamento dos nossos clientes”, explica.

O webinar promovido pela Bússola reuniu ainda Leandro Rocha, gerente executivo de Negócios Digitais e CRM do grupo DPSP, responsável pelas bandeiras Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, e Vinicius Fonseca, CISO da Iteris.

Hoje pode até parecer que o uso destas ferramentas de negócios é facultativo, porém têm se tornado indispensáveis. Um estudo da International Data Corporation (IDC) estima que em 2025 a quantidade de novas informações geradas por ano deve ultrapassar a marca de 175 trilhões de gigabytes. Basear estratégias em estatísticas e ciência de dados aumenta o leque de possibilidades de negócios e tem muito para agregar diretamente aos consumidores, como destacou Leandro. “Para o cliente, a tecnologia também gera uma eficiência absurda. Ele consegue ter muito mais produtividade, além de evitar a complexidade e burocracia na hora de realizar uma compra”.

Um exemplo compartilhado pelo executivo é quando o paciente precisa ir até uma farmácia com uma receita médica de cinco medicamentos e o ponto de venda possui somente dois ou três disponíveis. “Isso o obriga a buscar todos em outro lugar, já que pode haver necessidade de retenção da receita para efetuar a compra”, explica. Com o uso de Inteligência Artificial na decisão da oferta de produtos, é possível resolver e evitar este problema, aumentando consequentemente as vendas e a conveniência da jornada do consumidor.

Em meio a este debate, Vinicius Fonseca destacou que o avanço no desenvolvimento de algoritmos deve vir sempre acompanhado do fortalecimento de mecanismos de transparência e segurança. “A LGPD é benéfica para os titulares dos dados e a lei veio tornar o que era ético, obrigatório. As empresas precisam fazer um mapeamento dos dados, checar o consentimento dos titulares, que pode ser via app ou browser. Todas as áreas da empresa, principalmente o Compliance, precisam se ajustar à LGPD e se atentar ainda mais ao tráfego e proteção de dados. Todo esse conhecimento estamos trazendo para os nossos clientes”.

Com a digitalização acelerada pela pandemia, migramos de vez para o mundo virtual. As limitações impostas pela covid-19 nos fizeram produzir, consumir e viver mais on-line. Em todo o planeta, os investimentos em transformação digital cresceram 15,5% e a previsão é que uma em cada quatro empresas adote um projeto de IA até 2023, segundo a IDC. O rápido impulsionamento do digital neste período traz uma série de desafios, mas também um leque imenso de oportunidades. Em suma, não tem jeito: as ferramentas de big data analytics serão cada vez mais necessárias para quem quiser se manter competitivo e relevante no mercado.

 

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