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'Temos que acabar com privilégio adquirido', diz economista da campanha de Zema

Integrante da campanha de Zema defende reforma administrativa, corte de gastos e combate a benefícios acima do teto

Alexis Fonteyne, economista da campanha de Romeu Zema: "a reforma administrativa é uma que tem que ser atacada, principalmente aqueles 67 mil funcionários públicos com supersalários, que falam que têm direito adquirido”, disse. (Eduardo Frazão/Exame)

Alexis Fonteyne, economista da campanha de Romeu Zema: "a reforma administrativa é uma que tem que ser atacada, principalmente aqueles 67 mil funcionários públicos com supersalários, que falam que têm direito adquirido”, disse. (Eduardo Frazão/Exame)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12h32.

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 14h53.

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Alexis Fonteyne, economista da campanha de Romeu Zema, defendeu uma reforma administrativa que enfrente os supersalários no funcionalismo público e afirmou que benefícios acima do teto não deveriam ser tratados como direitos adquiridos.

A declaração ocorreu durante  durante evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, em São Paulo, nesta terça-feira, 25.

“Não, eles [os servidores] têm privilégio adquirido. Nós temos que acabar com os privilégios adquiridos”, afirmou Fonteyne ao comentar os servidores que, segundo ele, recebem supersalários.

Na fala, Fonteyne citou a existência de 67 mil funcionários públicos nessa situação e disse que uma eventual reforma administrativa deveria ser “corajosa” para enfrentar esse tipo de remuneração.

“A reforma administrativa é uma que tem que ser atacada, principalmente aqueles 67 mil funcionários públicos com supersalários, que falam que têm direito adquirido”.

A defesa do combate aos supersalários apareceu dentro de uma discussão mais ampla sobre controle dos gastos públicos.

Para Fonteyne, o governo deveria buscar equilíbrio fiscal por meio da redução de despesas, e não pelo aumento da arrecadação.

“Nós temos que trabalhar pelo corte de gastos, buscar responsabilidade com o brasileiro, começando com uma reforma administrativa séria”, afirmou.

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Segundo ele, a elevação da arrecadação estaria próxima de um limite que começa a comprometer a capacidade de investimento das empresas e o consumo das famílias.

Taxa de juros

Durante a apresentação, Fonteyne colocou a taxa de juros como um dos principais problemas econômicos do Brasil. Segundo ele, os juros elevados pesam tanto sobre as contas públicas quanto sobre empresas e consumidores.

Ele argumentou que empresas que tomaram empréstimos para investir passaram a enfrentar custos financeiros maiores, enquanto consumidores encontram mais dificuldade para financiar automóveis ou parcelar compras.

Fonteyne também afirmou que quase R$ 1 trilhão em recursos públicos estaria sendo direcionado ao pagamento de juros. O número foi apresentado por ele durante o evento.

Na avaliação de Fonteyne, a taxa de juros elevada está relacionada tanto à resistência da inflação quanto à falta de confiança na política fiscal.

“Criou-se um arcabouço sem o pilar de responsabilidade”, disse, em referência às regras fiscais adotadas pelo governo federal.

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