Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)
Colaboradora
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12h33.
Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 14h55.
Em evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), representando a candidatura de Renan Santos (Missão), defendeu um ajuste fiscal com corte de gastos e criticou a falta de clareza das demais candidaturas sobre quanto e onde os cortes devem ser realizados.
Segundo ele, não é possível discutir competitividade sem enfrentar as contas públicas. O deputado defendeu a revisão de privilégios e questionou, por exemplo, por que determinadas categorias profissionais, como advogados, professores de educação física e economistas, pagariam menos impostos.
Para a sigla, a diferenciação deveria ser revista para permitir a redução da alíquota para todos.
LEIA TAMBÉM: Durigan defende limitar gastos obrigatórios e revisar benefícios tributários
Na educação, o deputado criticou a ideia de que o aumento de recursos, por si só, resolveria os problemas do setor. Defendeu a retomada do sistema fônico de alfabetização e mais investimentos no ensino técnico.
Também afirmou que o Brasil gasta muito com ensino superior sem que esse investimento tenha se convertido, na mesma proporção, em mão de obra qualificada.
A redução de despesas, segundo Kataguiri, abriria espaço para investimentos em infraestrutura e no setor elétrico. Ele defendeu a expansão da malha ferroviária em 11 mil quilômetros e a conclusão do trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Também criticou o custo da energia elétrica no país: “Produzimos energia barata e pagamos uma conta de luz cara”, disse.
O deputado também atacou o modelo brasileiro de licenciamento ambiental. Ao citar a usina de Belo Monte, disse que o empreendimento enfrentou exigências que considerou excessivas durante o processo de licenciamento. "O licenciamento ambiental no Brasil é uma máfia", afirmou.