Senador Rogério Marinho durante o Macro Day do BTG: “Se Lula ganhar, o dólar vai a R$ 6. Se Flávio ganhar, o dólar vai a R$ 4,60”, disse.
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 11h43.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência afirmou que um eventual governo de oposição terá como prioridade fazer um ajuste fiscal e uma reforma administrativa já no primeiro ano de mandato. Para ele, a troca de governo seria, por si só, o principal passo para melhorar as contas públicas.
“O maior ajuste fiscal que vai ser feito será tirar o PT do poder”, disse Marinho durante o BTG Macro Day nesta segunda-feira, 31.
A avaliação do senador é de que o desequilíbrio entre as políticas fiscal e monetária tem dificultado os investimentos no país. Com a taxa básica de juros em patamar elevado, ele criticou o aumento das despesas financeiras do governo e defendeu uma mudança na condução das contas públicas.
“Não se investe no Brasil com juros de 14% ao ano. A política monetária vai em uma direção e a fiscal em outra. Pagamos mais de R$ 1 trilhão de reais de juros por ano”, afirmou.
Marinho defendeu a criação de uma nova regra fiscal que envolva os três Poderes. “Vamos fazer uma regra fiscal. Vamos chamar os três Poderes e cada um precisa fazer a sua contribuição”, disse.
A reforma administrativa também seria uma das primeiras medidas de um eventual governo de oposição. Segundo o senador, há recursos públicos “mal endereçados” que poderiam ser melhor utilizados.
Outra frente defendida pelo senador é a profissionalização das empresas públicas. Marinho afirmou que a medida poderia gerar cerca de R$ 10 bilhões e citou resultados das estatais nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da mudança na gestão das empresas públicas, Marinho citou a securitização da dívida pública entre as medidas que poderiam contribuir para o ajuste das contas.
Como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Marinho afirmou que pretende concentrar esforços no Sudeste, região que, segundo ele, representa cerca de 40% dos votos do país. A estratégia deve explorar temas econômicos, como os preços dos alimentos, além de críticas à eficiência do governo.
Sobre o Nordeste, o senador afirmou que Lula continua à frente, mas disse que o desempenho do presidente na região é proporcionalmente pior do que em 2022.
“Eles caíram no golpe da picanha. Lula prometeu cerveja e picanha, mas a dona de casa não sente isso quando vai ao supermercado”, afirmou, em referência a uma das promessas associadas à campanha de Lula em 2022.
No Sudeste, Marinho disse que a oposição pretende ampliar a atuação para apresentar aos eleitores uma avaliação dos governos petistas.
“Nós vamos nos dedicar no Sudeste com maior intensidade porque representa 40% dos votos. É uma região que teremos um cuidado todo especial para que a população perceba o que aconteceu nos dois governos”, afirmou.
Para o senador, o resultado da eleição de 2026 também terá impacto sobre as expectativas do mercado e o câmbio. Marinho afirmou que uma eventual reeleição de Lula levaria o dólar a R$ 6, enquanto uma vitória de Flávio Bolsonaro faria a moeda americana recuar para R$ 4,60.
“Se Lula ganhar, o dólar vai a R$ 6. Se Flávio ganhar, o dólar vai a R$ 4,60”, disse.