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Lula promete zerar fila de espera do INSS

Presidente também comentou a investigação sobre irregularidades no INSS e afirmou que o trabalho da Controladoria-Geral da União (CGU) levou "apenas dois anos"

Lula: presidente também comentou a investigação sobre irregularidades no INSS (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula: presidente também comentou a investigação sobre irregularidades no INSS (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 22h01.

Última atualização em 27 de agosto de 2026 às 22h03.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Globo nesta quinta-feira, 27, que pretende anunciar na próxima semana que a fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi zerada. Segundo ele, ainda haverá cerca de 250 mil pessoas aguardando, mas com prazo de até 45 dias, número que considera normal.

“Eu na semana que vem vou anunciar que a fila zerou. A espera de 45 dias vai estar apenas em 250 mil pessoas, que é o normal”, afirmou.

O presidente também comparou a situação atual com seus governos anteriores. Segundo Lula, naquela época, aposentados recebiam cartas em casa informando quando já tinham direito à aposentadoria. Ele também afirmou que benefícios para pessoas doentes eram concedidos rapidamente e citou o caso de mulheres que davam à luz e recebiam o benefício relacionado à maternidade quase junto com o nascimento da criança.

Lula ainda criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL), ao afirmar que “desmontaram” a Previdência e o sistema de concessão de benefícios. “Nós vamos entregar agora a fila terminada na Previdência Social”, disse.

Investigação do INSS

Lula também foi questionado sobre as investigações envolvendo descontos suspeitos em benefícios de aposentados e pensionistas. Mais de 60% dos descontos sob suspeita ocorreram durante o atual governo, e o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, está preso preventivamente e é investigado por crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O presidente afirmou que o governo já devolveu R$ 3,5 bilhões aos beneficiários e que pretende recuperar os valores pagos aos envolvidos no esquema por meio dos bens apreendidos.

Segundo Lula, as irregularidades começaram em 2019 e foram investigadas durante dois anos pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF). Ele justificou a demora dizendo que uma investigação precisa ser concluída antes de uma denúncia para não alertar os suspeitos.

“Investigação demora. A explicação é que a CGU trabalhou com muita seriedade para investigar. Levou apenas dois anos. O dado concreto é que a quadrilha foi montada em 2019, foi presa por nós, descoberta por nós, os previdenciários receberam o seu dinheiro de volta e nós vamos receber o que a Previdência pagou para a quadrilha”, afirmou.

Questionado sobre o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, Lula disse que não pediu explicações a ele. Lupi deixou o governo após o caso vir à tona.

O presidente também foi questionado sobre ter aparecido recentemente ao lado de Lupi em um palanque e feito elogios ao ex-ministro. Lula respondeu que não vê impedimento em manter a relação com ele.

“Ele não está condenado. Ele é um cidadão livre. Você acha que você pode deixar de conversar com uma pessoa que é sua amiga, que cometeu um erro, sendo que a pessoa tem liberdade, não está condenado?”, disse.

O escândalo do INSS envolve descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações apuram a atuação de entidades que cobravam valores diretamente dos pagamentos dos beneficiários, em alguns casos sem que eles tivessem autorizado as cobranças. O caso levou a uma operação da Polícia Federal e da CGU e resultou na investigação e prisão preventiva de envolvidos.

O que é sabatina?

A sabatina é uma entrevista em que uma autoridade ou personalidade responde a uma série de perguntas sobre diferentes temas de interesse público. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o formato permite abordar assuntos relacionados ao governo, à economia, à política e a outras questões em discussão no país.

Diferentemente de uma entrevista convencional, a sabatina costuma ser mais longa e aprofundada, com perguntas sucessivas que buscam explorar as posições, decisões e propostas do entrevistado.

Quais as próximas sabatinas na TV Globo?

A série de entrevistas com candidatos à Presidência nas Eleições 2026 acontece entre os dias 24 e 29 de agosto, com exibição logo após o Jornal Nacional. As conversas são conduzidas por Renata Vasconcellos e César Tralli.

A série começou com Romeu Zema (Novo), na segunda-feira, 24. Na sequência, foram entrevistados Ronaldo Caiado (PSD), em 25 de agosto, e Renan Santos (Missão), na quarta-feira, 26.

Os próximos entrevistados são Flávio Bolsonaro (PL), na sexta-feira, 28, e Augusto Cury, no sábado, 29.

DataCandidatoPartido
24/08 (segunda-feira)Romeu ZemaNovo
25/08 (terça-feira)Ronaldo CaiadoPSD
26/08 (quarta-feira)Renan SantosMissão
27/08 (quinta-feira)Luiz Inácio Lula da SilvaPT
28/08 (sexta-feira)Flávio BolsonaroPL
29/08 (sábado)Augusto CuryAvante
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