Leilão da Receita Federal terá iphone e veículos disponíveis para lances.
Colaboradora
Publicado em 28 de julho de 2026 às 11h46.
O próximo leilão da Receita Federal acontece de 30 de junho a 3 de agosto, representando uma oportunidade atrativa para consumidores em busca de eletrônicos e veículos por preços inferiores aos praticados no mercado.
Desta vez, um dos destaques é um iPhone 17 Pro Max, com lance inicial a partir de aproximadamente R$ 4,1 mil, além de um Ford Fusion 2007, avaliado para disputa a partir de cerca de R$ 6 mil.
Os produtos fazem parte de um novo leilão eletrônico de mercadorias apreendidas ou abandonadas, promovido na 8ª Região Fiscal, responsável pelo estado de São Paulo.
Ao todo, o edital reúne centenas de lotes compostos por smartphones, notebooks, tablets, smartwatches, videogames, instrumentos musicais, peças automotivas, equipamentos industriais e veículos. Veja como funciona o leilão, quem pode participar e quais cuidados tomar antes de fazer uma oferta.
O edital reúne mercadorias que passaram a integrar o patrimônio da União após serem apreendidas em operações de fiscalização ou consideradas abandonadas, conforme prevê a legislação aduaneira brasileira.
Entre os principais produtos disponíveis estão:
É importante destacar que o preço divulgado pela Receita corresponde apenas ao lance mínimo. Durante a sessão pública, outros interessados podem elevar os valores, fazendo com que o preço final fique significativamente acima do inicial.
Também vale destacar que o valor mínimo dos iPhones nesta edição chama atenção pela diferença ao valores praticados no ano passado.
Em um leilão promovido pela Receita Federal em 2025, havia aparelhos da Apple com lances iniciais de R$ 410, enquanto nesta edição os iPhones 17 Pro Max começam em R$ 4.600 (e alguns lotes em R$ 5.100).
A diferença reflete principalmente a oferta de um modelo recém-lançado e de maior valor de mercado, além da composição dos lotes disponibilizados pela Receita.
Os produtos leiloados pela Receita Federal não são mercadorias compradas pelo governo. Na maior parte dos casos, eles são resultado de operações de combate ao contrabando, descaminho, importações irregulares e abandono de cargas em portos, aeroportos e recintos alfandegados.
Após a apreensão, os bens passam por um processo administrativo chamado perdimento, previsto no Decreto-Lei nº 1.455/1976 e regulamentado pelo Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759/2009).
Quando o processo é concluído, a mercadoria passa a integrar o patrimônio da União e pode receber diferentes destinações.
Entre elas estão:
Segundo a Receita Federal, o leilão é apenas uma das formas de destinação das mercadorias apreendidas. Antes disso, o órgão avalia se os produtos podem ser utilizados pelo poder público ou doados a outras instituições.
Também vale explicar ao leitor que muitos dos eletrônicos disponíveis foram apreendidos em aeroportos e fronteiras por entrarem no país sem o recolhimento dos tributos de importação ou sem a documentação exigida.
O edital publicado pela Receita Federal estabelece todas as etapas do processo, desde a visitação das mercadorias até a sessão pública de lances. O cronograma é dividido em cinco fases:
O edital foi publicado no Diário Oficial da União e disponibilizado no Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal, onde os interessados podem consultar a relação completa dos lotes, regras de participação e documentos exigidos.
Antes de fazer uma proposta, a Receita permite que os interessados visitem presencialmente as mercadorias.
A visita deve ser agendada previamente e ocorre apenas nos locais e datas indicados no edital. Essa etapa é importante porque todos os bens são vendidos no estado em que se encontram, sem garantia ou possibilidade de troca.
As propostas podem ser registradas das 8h de 9 de abril até as 21h de 13 de abril, exclusivamente pelo Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal.
Durante esse período, os participantes informam o valor que pretendem oferecer por cada lote.
Após o encerramento do prazo, a Receita analisa todas as ofertas recebidas.
A classificação ocorre às 9h de 14 de abril, quando o sistema identifica os participantes habilitados para a etapa seguinte.
A disputa em tempo real acontece a partir das 10h de 14 de abril.
Somente os participantes com propostas classificadas podem oferecer novos lances.
Vence quem apresentar a maior oferta ao término da sessão
Todo o processo é realizado pela internet, por meio do Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal, disponível dentro do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC).
A única etapa presencial é a visitação dos bens, que não é obrigatória, mas costuma ser recomendada pela própria Receita para evitar que o comprador adquira um produto sem conhecer seu estado de conservação.
A participação varia conforme o lote. Alguns são exclusivos para pessoas jurídicas, outros podem ser disputados também por pessoas físicas.
Podem participar brasileiros maiores de 18 anos (ou emancipados) que tenha CPF regular, conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e acesso ao e-CAC da Receita Federal.
Empresas regularmente inscritas no CNPJ também podem participar, desde que sejam representadas por seu responsável legal ou procurador habilitado.
Cada lote informa expressamente quem está autorizado a apresentar propostas.
Todo o processo acontece pelo portal da Receita Federal.
O interessado deve:
Ao vencer um lote, o comprador deverá efetuar o pagamento dentro do prazo previsto no edital e providenciar a retirada da mercadoria no local indicado pela Receita.
A instituição alerta que não realiza entrega dos produtos, cabendo ao arrematante toda a logística de transporte.
Embora os preços chamem atenção, especialistas em leilões públicos recomendam cautela.
Isso porque os bens:
No caso dos celulares, por exemplo, diversos lotes determinam que os aparelhos sejam destinados ao uso próprio do arrematante, vedando sua revenda.
Além disso, a Receita Federal recomenda que os interessados realizem a visitação presencial sempre que possível para verificar o estado dos produtos antes da compra.
Historicamente, os eletrônicos lideram a procura nos leilões da Receita Federal.
Segundo editais anteriores, os produtos que costumam receber maior número de propostas são:
Como consequência, o preço final frequentemente supera com folga o lance mínimo divulgado no edital, especialmente quando há poucos itens disponíveis em cada lote.