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Interior, policiais e experiência: Haddad explica escolha por França como vice

Boa relação de França com interior do estado e categoria policial foram decisivos para a configuração da chapa

Haddad: Segurança pública será prioridade (Letícia Cassiano/Arquivo Pessoal)

Haddad: Segurança pública será prioridade (Letícia Cassiano/Arquivo Pessoal)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 25 de junho de 2026 às 15h47.

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O pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira, 25, que a decisão de escolher o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), para ser seu vice foi estratégica para conquistar categorias e regiões onde sua popularidade é baixa.

"Ele reúne ampla experiência administrativa e profundo conhecimento dos desafios e das potencialidades do nosso estado", afirmou. 

Haddad citou a boa relação do socialista com as categorias dos policiais e dos professores no estado como uma das justificativas para a escolha. Sobretudo entre os profissionais de segurança, historicamente alinhados com o campo conservador, oposto a Haddad.

"Ele tem boa relação com duas categorias que vão ser muito parceiras de um futuro governo nosso, que é a dos policiais e do magistério paulista", disse.

Outro aspecto levantado foi a presença de França nas agendas no interior do estado, onde a preferência do eleitorado é pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pretende disputar a reeleição.

O ex-ministro da Fazenda destacou que ele estará presente, além do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que tem influência no estado.

Presente no evento, Márcio França cutucou Tarcísio e tratou o estado de São Paulo como o motor do país.

“Ele é uma pessoa menor do que a cadeira do governo de São Paulo. Alguém que precisa de uma orientação, que precisa falar com o chefe para decidir. E isso diminui o estado de São Paulo”, afirmou.

França já foi vice-governador do estado entre 2014 e 2018, subindo à cadeira mais alta do executivo estadual em 2018, após a renúncia do então governador Geraldo Alckmin (PSB).

Além de França como vice, o ex-ministro da Fazenda também definiu Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como pré-candidatas ao Senado em sua chapa.

Segundo o petista, os três nomes se colocaram à disposição para concorrer nas eleições de outubro nos cargos em que Haddad e o presidente Lula (PT) preferissem.

"É uma chapa que reúne experiência, capacidade de gestão, compromisso público e uma trajetória marcada por resultados concretos para São Paulo e para o Brasil", disse. 

Segurança como prioridade

Durante o anúncio, Fernando Haddad afirmou que a pauta de segurança pública será sua prioridade durante todo o mandato, se eleito.

“Nós vamos apresentar um plano de segurança como nunca foi feito antes. Estamos usando muito tempo e especialistas nisso, e o Márcio [França] vai ter uma participação fundamental nesta questão”, afirmou Haddad.

O petista pontuou que a participação do vice será fundamental para conquistar o apoio das corporações, estaduais e federais, que irão integrar um gabinete presidido pelo próprio Haddad.

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