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Atividades repetitivas, como organização de e-mails, elaboração de atas e atualização de planilhas, estão entre as mais suscetíveis à automação por inteligência artificial (mathisworks/Getty Images)
Redatora
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 06h09.
Uma reunião marcada, dezenas de e-mails para responder, planilhas para atualizar e um relatório que precisa ser entregue até o fim do expediente. Grande parte da rotina de escritório ainda é consumida por atividades operacionais, mas esse cenário pode mudar rapidamente.
Com o avanço da inteligência artificial generativa e dos agentes de IA, empresas passaram a automatizar tarefas que antes dependiam exclusivamente da intervenção humana, reduzindo o tempo gasto em processos repetitivos.
A expectativa de consultorias e empresas de tecnologia é que, nos próximos cinco anos, diversas atividades administrativas deixem de fazer parte da rotina diária dos profissionais.
Isso não significa, necessariamente, a extinção de cargos, mas uma redistribuição do tempo para funções que exigem análise, criatividade, relacionamento e tomada de decisão.
Responder mensagens padronizadas, organizar a caixa de entrada e encaminhar solicitações para as áreas corretas são tarefas que já começam a ser assumidas por ferramentas de IA.
Hoje, algumas plataformas conseguem resumir longas conversas, identificar prioridades, sugerir respostas e até redigir e-mails completos com base no contexto da conversa.
A tendência é que o profissional deixe de gastar tempo com a parte operacional e passe a atuar apenas na revisão ou em mensagens que exigem decisões estratégicas.
Tomar notas durante reuniões sempre fez parte da rotina de equipes administrativas e gestores. Agora, plataformas capazes de transcrever conversas em tempo real também identificam decisões tomadas, distribuem tarefas aos participantes e geram resumos automáticos poucos minutos após o encontro.
Na prática, isso reduz uma atividade que costumava consumir horas de trabalho e diminui o risco de informações importantes ficarem de fora do registro.
Copiar informações entre sistemas, preencher planilhas manualmente e consolidar indicadores são processos cada vez mais automatizados.
Ferramentas de inteligência artificial conseguem reunir dados de diferentes fontes, identificar inconsistências, gerar gráficos e produzir análises preliminares. O papel do profissional tende a migrar da digitação para a interpretação das informações e o apoio à tomada de decisão.
Buscar normas internas, localizar contratos, encontrar versões atualizadas de documentos ou responder perguntas recorrentes também deve se tornar uma atividade menos manual.
Com bases de conhecimento conectadas à IA, funcionários podem encontrar respostas em poucos segundos por meio de linguagem natural, sem precisar navegar por pastas, e-mails ou intranets corporativas.
Minutas, propostas comerciais, apresentações, relatórios periódicos e documentos internos já podem ser produzidos a partir de modelos inteligentes.
Em vez de começar um arquivo do zero, o profissional fornece o contexto, revisa o conteúdo gerado e realiza ajustes finais. Isso reduz o tempo de produção e permite dedicar mais atenção à qualidade das informações e às necessidades do cliente ou da empresa.