Repórter
Publicado em 3 de julho de 2026 às 13h42.
Última atualização em 3 de julho de 2026 às 13h51.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 3, que vai aos Estados Unidos para defender o PIX, em meio às discussões sobre a ferramenta de pagamentos.
O senador participou do 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado nesta manhã, no Rio de Janeiro, onde voltou a tratar do tema em meio ao debate sobre tarifas e relações comerciais.
Segundo o parlamentar, a viagem ocorre em um contexto no qual ele avalia que o governo brasileiro não estaria atuando na defesa dos interesses nacionais. Ele relaciona a agenda internacional à discussão sobre regras envolvendo sistemas de pagamento e comércio entre países.
Na quinta-feira, 2, Flávio Bolsonaro encaminhou uma manifestação ao USTR (United States Trade Representative, Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), na qual tratou do funcionamento do PIX e de sua relação com outros meios de pagamento. No documento, ele escreveu:
"A nossa verdade é a seguinte: nós defendemos o PIX porque o PIX é do Brasil, foi criado pelo presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso PIX, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras. É o único que quer a tarifação dos nossos produtos brasileiros que são enviados para os Estados Unidos. Então eu vou lá defender o nosso Brasil".
Na mesma manifestação enviada ao USTR, o senador afirmou que o PIX não substitui cartões de crédito e sugeriu que o sistema de pagamentos não seja conectado a arranjos de liquidação transfronteiriça fora do eixo ocidental."Caminhos para a Solução. O sinal decisivo — um compromisso legislativo de que o PIX não será interconectado a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais [...]. Instrumentos de pagamento privados — cartões de crédito e débito, e outros tipos de empresas — oferecem funções que o PIX não substitui, incluindo crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas e mecanismos de estorno", diz Flávio.
Flávio Bolsonaro pediu aos Estados Unidos o adiamento de tarifas aplicadas ao Brasil por 180 dias e sugeriu que uma taxa de 25% passe a valer somente após o período eleitoral. A proposta foi apresentada em meio a discussões sobre comércio bilateral e impactos em investimentos.
O senador solicitou que o aumento de tarifas fosse adiado por 180 dias e indicou que a aplicação de uma taxa de 25% deveria ocorrer após as eleições, em movimento enviado às autoridades norte-americanas.Na avaliação registrada pelo parlamentar, as medidas tarifárias poderiam afetar o fluxo de investimentos entre os dois países e interferir nas relações comerciais já estabelecidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu às declarações e ao conteúdo do pedido encaminhado aos Estados Unidos.
Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e classificou o pedido como “mais uma atitude de traidores da Pátria”, ao comentar a iniciativa do senador em meio às discussões sobre tarifas e comércio internacional."Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois", disse o presidente Lula.