Lula: presidente critica período de defeso eleitoral (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 3 de julho de 2026 às 10h25.
Última atualização em 3 de julho de 2026 às 10h29.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de forma remota de 12 eventos em sete estados nesta sexta-feira, 3, na véspera do início das restrições impostas pela legislação eleitoral, o chamado “defeso eleitoral”.
As limitações têm base na legislação que regula a comunicação e a atuação institucional no período eleitoral. Nesse estágio, ficam proibidas inaugurações com presença de autoridades que sejam candidatas ou estejam envolvidas em campanhas, além de restrições à publicidade institucional que possa promover governos ou gestores.
Em situações específicas, exceções podem ser autorizadas pela Justiça Eleitoral, desde que haja justificativa de interesse público e ausência de caráter promocional.
De Brasília, Lula acompanha inaugurações de campi de institutos federais, entrega de equipamentos da rede pública de saúde e unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.
As agendas estão distribuídas por Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Piauí, Alagoas e Pernambuco. A presença física do governo foi dividida entre o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros em diferentes cidades, com concentração em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participa de agenda em Bauru, enquanto o ministro da Educação, Leonardo Barchini, está em Mauá, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em Cotia. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanha os eventos a partir de Campinas, e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, interage a partir de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
Nos últimos meses, Lula focou em entregas e anúncios, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na quinta-feira, 2, enquanto inaugurava o Túnel Major Sales, trecho da transposição das águas do Rio São Francisco, em Luís Gomes (RN), Lula chamou o defeso eleitoral de "papagaiada desgraçada". '
"A partir de amanhã, eu não posso inaugurar mais obra por causa das eleições, mas eu posso visitar obra. Então, eu vou voltar para ver a universidade, sabe, faculdade de medicina, eu vou voltar para ver outras obras. Mas fazer visita sem poder falar nada, só visitando assim. Papagaiada desgraçada", afirmou.
O chamado “defeso eleitoral” tem como objetivo da legislação é evitar o uso da máquina pública para promoção eleitoral, especialmente em períodos de alta visibilidade política e disputa por reeleição.