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Desfile da Independência de Lula tem Fachin, Alcolumbre, Motta e diretor-geral da PF

Mote do evento são a defesa da soberania e a proteção de mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades no Desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Ivan Martínez-Vargas/EXAME)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades no Desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Ivan Martínez-Vargas/EXAME)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 09h51.

Última atualização em 8 de setembro de 2026 às 13h06.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ao lado dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e de 30 ministros. O Palácio do Planalto estimou um público de 70 mil pessoas na Esplanada.

Para além de Fachin, os demais ministros do STF não compareceram ao desfile neste ano. A Corte vive uma crise após o ministro André Mendonça remeter ao plenário do STF um relatório da Polícia Federal (PF) que expõe a relação do colega Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.

Também esteve presente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mencionado nas mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Nas mensagens, o banqueiro pedia ao ministro auxílio para intervir junto a Rodrigues para "reverter" investigações. Não há registro sobre o que Moraes respondeu ao banqueiro. As investigações da PF seguiram e Vorcaro está preso.

Antes do início do desfile, o diretor-geral da PF conversou brevemente com Fachin e com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também presente no desfile e cumprimentou Andrei. Recentemente, a PF solicitou à AGU que questionasse as decisões do ministro Mendonça de concentrar agentes da Polícia envolvidos nas investigações do caso Master subordinados a seu gabinete, o que não ocorreu.

Soberania e proteção das mulheres

O desfile deste ano foi organizado para destacar temas que são bandeiras do governo Lula. O primeiro é a soberania nacional, tópico que o governo Lula tem enfatizado em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras ao país. Além das tropas, houve a exibição de aviões militares do Brasil, a exemplo do Super Tucano e do KC-390, modelos fabricados pela Embraer.

O desfile também ressaltou a "proteção de meninas e mulheres", elemento que o presidente tem destacado como uma de suas bandeiras da campanha à reeleição.

Também houve o desfile de ex-jogadoras da Seleção Feminina de futebol, em alusão à realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027.

Ao chegar à Esplanada no Rolls-Royce presidencial, acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, Lula foi ovacionado pelo público instalado nas arquibancadas do local.

Lua de mel com Alcolumbre

Ausente no desfile do ano passado, desta vez o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, compareceu ao evento e assistiu ao desfile sentado ao lado de Janja e Lula. Ambos reataram, no mês passado, sua relação, após um hiato de três meses de crise ocasionada pela rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.

No desfile desta segunda-feira, 7, Janja cumprimentou Alcolumbre com um aperto de mão, e não com beijos no rosto, como foi com o ministro Edson Fachin. Durante o evento, o presidente do Senado conversou diversas vezes com a primeira-dama e com o presidente Lula.

A retomada do diálogo entre Alcolumbre e Lula ocorreu em meio à campanha eleitoral e permitiu que pautas prioritárias da agenda legislativa do Planalto avançassem na semana de esforço concentrado, a última com deliberações presenciais dos parlamentares antes das eleições de outubro. Até então, o presidente do Senado travava a tramitação das matérias que chegavam à Casa.

Como resultado do acordo político entre Lula e os presidentes da Câmara e do Senado, o Congresso aprovou a medida provisória que zerou a alíquota do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 enviadas por via postal - a chamada Taxa das Blusinhas, e os projetos de lei dos Minerais Críticos, que prevê incentivos fiscais ao desenvolvimento do setor, e do Redata, que dá benefícios à implementação de data centers no Brasil.

PEC 6x1

Durante o evento, gritos de ordem do público presente pediam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 no país. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada, mas não foi pautada no plenário do Senado após a liderança do governo no Congresso avaliar que havia risco de derrota em meio a um plenário esvaziado.

Com o adiamento da PEC 6x1, a votação ficou para depois do primeiro turno das eleições, em outubro.

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