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AtlasIntel: Cleitinho tem 39,3% e Patrus, 31%, no 1º turno em Minas Gerais

Cenário estimulado mostra liderança do candidato republicano em Minas Gerais, seguido pelo deputado petista, com vantagem que se mantém em todas as simulações de segundo turno

Minas Gerais: Cleitinho lidera com vantagem decrescente (Agência Senado/Facebook/Reprodução)

Minas Gerais: Cleitinho lidera com vantagem decrescente (Agência Senado/Facebook/Reprodução)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 12h05.

Última atualização em 23 de setembro de 2026 às 13h39.

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera a corrida pelo Executivo de Minas Gerais, seguido a menos de 10 pontos pelo deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), segundo o levantamento AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira, 23.

No cenário estimulado de primeiro turno, o senador registra 39,3% das intenções de voto, seguido pelo petista, com 31%.

Entre os demais nomes testados, Alexandre Kalil (PDT) pontua com 8,3%, enquanto Flávio Roscoe (PL) registra 7,3% e o governador Mateus Simões (PSD) tem 5,6%.

Gabriel (MDB) aparece com 2,7% e Ben Mendes (Missão) com 1,4%. Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB), Henrique Áreas (PCO) e Rafael Duda (PSTU) ficaram abaixo de 1% ou não pontuaram. Votos brancos, nulos e indecisos somam 3,8%.

A distância entre os líderes do levantamento diminuiu desde o levantamento anterior, medido em 4 de setembro. Enquanto Cleitinho perdeu 1,7 ponto, Patrus cresceu 1 ponto.

Cleitinho lidera contra todos no 2º turno

Nas simulações de um eventual segundo turno, o cenário principal indica uma vitória do candidato do Republicanos. No confronto direto, Cleitinho marca 53,1% contra 41,1% de Patrus. Neste recorte, eleitores que optariam por brancos, nulos ou que não souberam responder representam 5,8%.

O senador também mantém vantagem quando testado contra outros adversários de espectros políticos variados. Diante de Kalil, Cleitinho lidera por 51,2% a 36,8%, com 12,1% dos eleitores preferindo votar em branco ou nulo.

Já em uma disputa contra Gabriel, a distância se amplia, marcando 51,4% contra 23,3% do candidato do MDB. Neste recorte, 25,3% dos entrevistados se abstiveram de responder.

Nos cenários em que o candidato do PT avança, ele supera os nomes vinculados à centro-direita tradicional do estado. O levantamento aponta que Patrus venceria Mateus Simões por 43,8% a 31,9%, com 24,3% de abstenções, e também derrotaria Flávio Roscoe com um placar de 42,7% a 33,9%, com 23,4% de brancos e nulos.

Rejeição aos líderes e avaliação do Executivo

O levantamento mensurou o potencial de rejeição do eleitorado estadual aos principais líderes políticos do momento. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) lidera a rejeição, com 64% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Nikolas Ferreira (PL) aparece na sequência com 49,8%.

Entre os principais candidatos diretos ao governo estadual, Patrus Ananias soma 41,3% de rejeição, número superior aos 36,5% de Kalil. Na outra ponta, Cleitinho Azevedo apresenta uma das menores taxas entre os líderes do pelotão de frente, sendo rejeitado por 27,9% do eleitorado mineiro.

A gestão do governador Mateus Simões enfrenta um cenário de desgaste de imagem junto à população de Minas Gerais. A pesquisa mostra que 53% desaprovam o governo estadual, enquanto 25% aprovam.

Na percepção sobre a administração do estado, 53% dos respondentes acreditam que Minas Gerais está indo por um mau caminho, enquanto 38% enxergam um bom caminho.

O raio-x do eleitorado mineiro

A polarização estadual reflete divisões institucionais e sociodemográficas claras. Os dados mostram a vantagem de Cleitinho entre os evangélicos, extrato no qual alcança 58,3% das intenções de voto, deixando Patrus Ananias com apenas 18,7% neste grupo específico.

O candidato petista, por outro lado, lidera entre o eleitorado feminino, registrando 37,4% de apoio contra 31,8% do republicano. Patrus também domina o nicho de agnósticos ou ateus, onde chega a marca de 50,1% das escolhas de primeiro turno.

No recorte financeiro, a disputa apresenta oscilações relevantes conforme o poder aquisitivo. Cleitinho atinge 50,9% entre os mais pobres (com renda familiar de até R$ 2.000). Já entre os eleitores com ensino superior, a diferença é mais estreita, com o petista marcando 37,8% contra 28,6% do adversário.

A pesquisa AtlasIntel entrevistou 1.799 eleitores entre 15 e 20 de setembro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Estadão e está registrado no TSE sob os protocolos MG-03290/2026 e BR-06996/2026.

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