O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para calor extremo em diversas regiões do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, além de regiões do Sul e do Centro-Oeste.
O aviso, o mais grave na escala meteorológica, foi publicado em 23 de dezembro, terça-feira, e permaneceu válido até segunda-feira, 29.
O que significa um alerta vermelho?
No caso específico de uma onda de calor, o alerta vermelho é ativado quando:
- As temperaturas permanecem pelo menos 5 °C acima da média histórica para o período;
- Esse excesso de calor dura por um período superior a 5 dias.;
- Há alto risco de danos à saúde, como desidratação grave e problemas cardiovasculares, além de possíveis impactos na infraestrutura e no.
O alerta vermelho também é ativado quando há eventos climáticos extremos, como:
- Chuvas acima de 60 mm/h ou 100 mm/dia;
- Ventos superiores a 100 km/h;
- Risco elevado de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra.
Essas condições podem causar danos severos a infraestruturas, quedas de árvores e postes, além de acidentes fatais.
Como se proteger da onda vermelha de calor?
Diante do risco, a Defesa Civil e o Ministério da Saúde orientam a população a:
- Beba muita água, mesmo sem sentir sede;
- Mantenha cortinas fechadas nos horários mais quentes e use ventiladores ou ar-condicionado;
- Evite atividades físicas intensas ao ar livre nos horários de pico de sol (geralmente entre 10h e 16h).
Caso sinta tontura, dor de cabeça forte ou náusea, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.
Calor permanece até o final do mês
O atual alerta vermelho de "Grande Perigo" emitido pelo Inmet está previsto para durar, inicialmente, até a noite de segunda-feira, 29 de dezembro.
O fenômeno atinge cerca de1.300 cidades em oito estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Embora o alerta formal termine no dia 29, as condições de calor intenso devem persistir até a virada do ano.
Uma redução mais consistente das temperaturas máximas é esperada apenas a partir do fim da primeira semana de 2026, com o aumento das chuvas e da nebulosidade, especialmente na região Sudeste.