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Datafolha: 7 entre 10 brasileiros apoia acabar com a escala 6x1

Levantamento mostra alta no apoio entre a população desde dezembro de 2024; proposta tramita no Congresso

Publicado em 15 de março de 2026 às 17h07.

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Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na noite de sábado (14) mostra que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso), proposta que atualmente tramita no Congresso Nacional. Outros 27% afirmam que esse regime deveria continuar e 3% não souberam responder ou preferiram não opinar.

O levantamento mostra um avanço nos percentuais pró-trabalhadores em relação à pesquisa anterior do instituto, conduzida de 12 a 13 de dezembro de 2024. Na ocasião, 64% dos entrevistados se declararam favoráveis à mudança, enquanto 33% se posicionaram contra.

Desde aquele levantamento, o tema ganhou tração social, mobilizou manifestações nas ruas e levou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a anunciar o projeto como uma das suas prioridades no ano. No momento, o texto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia se a proposta é constitucional. Se o parecer for positivo, haverá a criação de uma comissão especial para análise.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais presencialmente em 137 municípios do país de 3 a 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa também indica que a população economicamente ativa se divide entre quem trabalha até cinco dias por semana (53%) e quem trabalha seis ou sete dias (47%). Embora o segundo grupo seja o mais beneficiado pelo fim da escala 6x1, o apoio à medida é menor: 68% defendem a mudança, ante 76% de quem trabalha até 5 dias.

Efeitos para empresas

Quando questionados sobre o impacto da mudança para as empresas, há divisão entre os entrevistados: 39% acreditam que os efeitos serão positivos, enquanto outros 39% avaliam que serão negativos. Em dezembro de 2024, a parcela que previa consequências negativas era maior, de 42%.

Na terça-feira (10), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o governo não quer prejudicar a atividade econômica ao discutir mudanças na jornada de trabalho no país.

A proposta em discussão no Congresso, que reúne textos dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP), propõe a redução da jornada para 36 horas semanais. Porém, segundo o ministro, a avaliação do governo é que, neste momento, a economia brasileira comporta uma diminuição para 40 horas.

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