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Apple inicia negociações para encerrar processo antitruste nos Estados Unidos

Fabricante do iPhone apresentou propostas ao Departamento de Justiça, que moveu a ação em 2024 por supostas práticas anticoncorrenciais

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 17 de julho de 2026 às 14h26.

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A Apple e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos negociam um possível acordo para encerrar a ação antitruste aberta em 2024 contra a fabricante do iPhone. As conversas continuam em estágio inicial e não há garantia de um entendimento. O caso também não tem data de julgamento definida.

Fontes com conhecimento das negociações contaram à Bloomberg que a Apple apresentou diferentes propostas ao Departamento de Justiça ao longo deste ano para encerrar o processo. As discussões são confidenciais e podem terminar sem um acordo.

Quais são as acusações contra a Apple?

A ação foi apresentada durante o governo de Joe Biden, em meio a uma série de processos contra grandes empresas de tecnologia. O Departamento de Justiça acusa a Apple de prejudicar concorrentes, desenvolvedores e consumidores ao adotar práticas anticompetitivas. Em junho de 2025, a Justiça rejeitou o pedido da empresa para arquivar o caso.

Entre as principais acusações estão o bloqueio de "superaplicativos", como o WeChat, restrições a serviços de mensagens de terceiros, aplicativos de streaming em nuvem e carteiras digitais concorrentes, além de barreiras à competição no mercado de smartwatches.

O processo foi movido em conjunto com procuradores-gerais de 19 estados e do Distrito de Columbia. Não há confirmação de que esses órgãos participem das negociações de acordo.

Sob o governo Trump, o Departamento de Justiça tem buscado acordos em ações antitruste iniciadas na gestão anterior. Stanley Woodward, responsável pela supervisão da área antitruste na pasta, defende os acordos por considerar que eles reduzem custos para os contribuintes e aceleram benefícios aos consumidores.

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Mudanças adotadas pela Apple

Desde o início da ação, a Apple adotou mudanças que respondem a parte das críticas. A empresa passou a oferecer um programa de miniaplicativos para desenvolvedores, abriu o aplicativo Mensagens ao padrão RCS, autorizou aplicativos de streaming em nuvem e liberou o chip de pagamentos do iPhone para aplicativos de terceiros.

Por outro lado, a empresa ainda não permite que o Apple Watch funcione com aparelhos Android ou outros dispositivos que não sejam iPhones. Em contrapartida, implementou recursos para melhorar a integração de relógios de outras marcas com o iPhone.

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