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O negócio do futurou que virou aposta de governantes na Amazônia

No BAS 2026, secretária adjunta de Bioeconomia do Pará, Camille Bemerguy, detalhou diretrizes da bioeconomia com foco na integração entre pesquisa, comunidades e setor produtivo

Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia do Pará (Lucas maciel/Ascom Semas/Divulgação)

Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia do Pará (Lucas maciel/Ascom Semas/Divulgação)

Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.

Última atualização em 25 de junho de 2026 às 11h03.

A secretária adjunta de Bioeconomia do Pará, Camille Bemerguy, acredita que o estado vive uma mudança estrutural ao transformar a biodiversidade amazônica em vetor econômico. No Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026, realizado no Porto Futuro II, em Belém, ela afirmou que a estratégia do governo é conectar ciência, comunidades tradicionais, startups e empresas em torno da floresta.

O plano estadual de bioeconomia, lançado em 2022, busca romper a fragmentação entre atores do ecossistema, diz Camille. “O parque não nasceu para ser apenas um espaço de incubação de startups. Ele foi pensado para integrar academia, negócios comunitários, pesquisadores e empresas em torno da bioeconomia da floresta”, disse. 

Outra vocação

Camille também destaca a vocação histórica do Pará ligada à Amazônia e a necessidade de reposicionar o desenvolvimento. “Durante muito tempo, o desenvolvimento de Belém foi de costas para o rio”, afirmou. “Esse espaço é um movimento de resgate.”

No Porto Futuro II, o governo vê a consolidação desse modelo, com infraestrutura para inovação e conexão entre diferentes elos da economia da floresta.

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