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Esta empresária está faturando milhões com insumos da Amazônia que viram cosméticos fora do Brasil

Empresa cria indústria de ingredientes amazônicos, exporta e busca ampliar atuação além dos cosméticos

Marianna Cyrillo, CEO da Bielus: “Um óleo bom começa com uma semente de qualidade” (Leandro Fonseca/Exame)

Marianna Cyrillo, CEO da Bielus: “Um óleo bom começa com uma semente de qualidade” (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.

Última atualização em 25 de junho de 2026 às 09h43.

Transformar ingredientes da floresta em produtos industriais é o desafio da Bielus. Entre manteigas de cupuaçu, sementes de murumuru e óleos de comunidades amazônicas, a empresa tenta transformar a biodiversidade em indústria

Fundada por Marianna Cyrillo há três anos, a companhia já opera uma fábrica própria em Ananindeua (PA), exporta e quer avançar além dos cosméticos. 

A executiva acumulou 15 anos de experiência com ingredientes amazônicos antes de criar a empresa.

Como a Bielues quer crescer

Em 2025, a Bielus faturou R$ 5 milhões, alta de 260% sobre o ano anterior. Entre 2023 e maio de 2026, investiu R$ 7,5 milhões em insumos e 1 milhão de reais em estrutura.

Hoje, trabalha com 20 cooperativas, associações e núcleos comunitários e atende 240 clientes ativos. A fábrica tem capacidade para processar 20 toneladas mensais e nasceu depois de uma demanda internacional exigir mais escala.

Com 85% da receita vinda de exportações para Europa e Estados Unidos, a empresa agora mira a Ásia e prepara a entrada em alimentos funcionais e wellness.

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