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OpenAI, do ChatGPT, cria teclado para agentes de IA

Dispositivo modular reúne atalhos físicos e controles programáveis para aproximar agentes de IA da rotina de trabalho

Codex Micro: teclado da OpenAI está disponível para compra (Imagem gerada por IA/Exame)

Codex Micro: teclado da OpenAI está disponível para compra (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 16 de julho de 2026 às 11h59.

A OpenAI lançou um teclado dedicado para usuários que trabalham com agentes de inteligência artificial. Chamado de Codex Micro, o acessório foi desenvolvido em parceria com a fabricante Work Louder e permite controlar bots do Codex por meio de atalhos físicos.

O dispositivo tem formato compacto, teclas retroiluminadas e foi projetado para ficar ao lado do teclado principal. Além de oferecer comandos rápidos para tarefas frequentes, ele exibe em tempo real o status dos agentes de IA por meio de indicadores luminosos.

Segundo a OpenAI, o Codex Micro aproxima o ambiente de trabalho dos agentes da mesa do usuário.

O teclado permite manter conversas ativas acessíveis, acompanhar a atividade de cada agente e atribuir ações recorrentes a teclas programáveis, tornando a interação com o Codex mais rápida e intuitiva.

A edição é limitada e voltada a usuários do AgentMaxx, plataforma utilizada para gerenciar múltiplos agentes de inteligência artificial. Na loja da OpenAI, o dispositivo custa US$ 230 (cerca de R$ 1.176,15 na cotação atual, sem contar os valores para importação).

A OpenAI no mundo físico

O teclado representa também a primeira aposta da OpenAI no mundo físico e acontece quase uma semana depois da Apple anunciar que processou a companhia de Sam Altman por suposto roubo de segredos comerciais relacionados ao aguardado dispositivo da empresa.

Na quarta-feira, 15, a Bloomberg noticiou que a OpenAI prepara um dispositivo com câmera, sensores ambientais e capacidade de controlar equipamentos da casa, reproduzir música, responder mensagens e executar funções hoje disponíveis no ChatGPT — uma espécie de Alexa, da Amazon.

Dentro da empresa, o produto não seria tratado apenas como uma caixa de som inteligente, mas como um computador para a era da inteligência artificial. A proposta é que o equipamento permaneça no ambiente doméstico, interprete o que acontece ao redor e mantenha interações mais contínuas com o usuário.

O projeto incluiria bateria recarregável e uma versão mais avançada do modo de voz, chamada GPT-Live. O sistema seria capaz de ouvir e falar simultaneamente, reduzindo as pausas típicas das interfaces atuais.

Componentes mecânicos móveis também estariam sendo testados para transmitir a impressão de que o objeto reage ao ambiente.

O lançamento é previsto para 2026, com vendas a partir de 2027, embora o cronograma ainda possa ser alterado.

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