Negócios

BAS 2026 em Belém reúne mais de 130 startups e debate soluções para a bioeconomia na Amazônia

Além das startups, evento contará com a participação de grandes instituições financeiras e especialistas em bioeconomia, debatendo o futuro do setor no Brasil e no mundo

Empreendedores amazônicos apresentam soluções sustentáveis: evento destaca a Amazônia como um centro global de inovação (BAS /Divulgação)

Empreendedores amazônicos apresentam soluções sustentáveis: evento destaca a Amazônia como um centro global de inovação (BAS /Divulgação)

Publicado em 12 de maio de 2026 às 12h49.

Última atualização em 12 de maio de 2026 às 13h15.

Belém abre suas portas, nesta terça-feira, 12, para a terceira edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), evento que debate bioeconomia no Brasil e no mundo.

O evento, que segue até quinta-feira, 14, consolida a capital do Pará como um epicentro global de soluções sustentáveis, destacando a Amazônia como um centro de inovação para a crise climática, unindo tecnologia, ciência e saberes ancestrais.

A EXAME acompanha todos os detalhes dessa jornada que visa transformar a região amazônica em um polo de negócios regenerativos.

Amazônia no centro da agenda climática global

Após a realização da COP-30 em Belém, o BAS surge como uma continuidade do legado deixado pela conferência, promovendo um diálogo global sobre as soluções que podem ser extraídas da floresta em pé.

Este ano, o evento tem como tema “Convergir para Inovar”, reunindo mais de 130 startups e 60 instituições de diversos países com o objetivo de acelerar negócios que buscam integrar o potencial econômico da Amazônia à inovação tecnológica.

Guilherme Manechini, CEO do BAS, destaca o papel transformador do evento:

"É um evento que contribui para o posicionamento da Amazônia como principal matriz de inteligência em bioeconomia e como sujeito político de uma nova agenda global que conecta clima, cultura e tecnologia sob a ótica da justiça social".

Negócios regenerativos e soluções sustentáveis

A edição de 2026 do BAS promete ampliar os debates sobre financiamento misto e soluções para cadeias produtivas sustentáveis. Além disso, a programação inclui debates sobre reflorestamento, inovação territorial e o uso dos saberes tradicionais, essenciais para enfrentar as crises ambientais atuais.

“Os diálogos entre cientistas e lideranças indígenas e quilombolas são um ponto alto do evento, pois mostram que a inovação para a crise climática também nasce do diálogo entre saberes ancestrais e a ciência acadêmica”, afirma Renato Ramalho, CEO da KPTL, uma das organizadoras do evento.

A expectativa dos organizadores é de que aproximadamente 1,5 mil pessoas circulem pelo evento a cada dia. A programação é intensa, com representantes de grandes instituições financeiras, como BNDES, BID, Banco Mundial e IFC, debatendo novos modelos de financiamento para a bioeconomia.

O evento contará também com a participação de delegações internacionais, que buscam entender e aplicar as soluções desenvolvidas pelos empreendedores amazônicos.

Serviço

O evento ocorre no Parque da Bioeconomia (Porto Futuro 2) e no Armazém 3 da Estação das Docas, em Belém.

O Bioeconomy Amazon Summit é uma realização do BAS Convergence Hub em parceria com o Jornada Amazônia, com a co-realização da Fundação Amazônia Sustentável e do projeto Sustenta e Inova, coordenado pelo Sebrae Pará, com parceria do CIRAD, EMBRAPA e IPAM, e financiamento da União Europeia. E o BAS conta com o patrocínio do Governo do Pará, Fundo Vale, Amabio e Instituto Itaúsa, e é apoiado por ABDI, Amazon Investor Coalition, Athias Soriano Advogados, BID, Carrefour, Cesupa, DIBB, ERM, FIEPA, IPAM Amazônia, Itaipu Binacional, Jundu, KFM, KPTL, Kyvo, MCQ Law, Natura e Viga.

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