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Tom Hanks vê risco de IA assumir seu papel de Woody em 'Toy Story'

Ator afirma que a Disney tem material suficiente para recriar sua voz em futuros filmes da franquia

Tom Hanks: intérprete de Woody há mais de 30 anos admite que tecnologia poderia substituí-lo em novas sequências (Dave J Hogan/Getty Images)

Tom Hanks: intérprete de Woody há mais de 30 anos admite que tecnologia poderia substituí-lo em novas sequências (Dave J Hogan/Getty Images)

Publicado em 23 de junho de 2026 às 12h20.

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Após mais de três décadas dando voz ao cowboy Woody, Tom Hanks acredita que a Disney já possui material suficiente para recriar o personagem com inteligência artificial no futuro. O ator comentou a possibilidade ao falar sobre um eventual "Toy Story 6".

Woody pode continuar sem Tom Hanks

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Hanks reconheceu que a Disney acumulou uma enorme quantidade de gravações de sua voz desde o lançamento de "Toy Story", em 1995. Segundo ele, a tecnologia atual já seria capaz de utilizar esse acervo para gerar novas falas para Woody sem que ele precisasse voltar ao estúdio.

“A questão seria se conseguiríamos criar alguma versão minha. Cada palavra que gravamos em 'Toy Story' está em algum lugar em mídia digital, então eles poderiam criar o que quisessem”, comenta o ator.

Hanks classificou a ideia como "assustadora", destacando que a evolução da inteligência artificial pode transformar a forma como personagens clássicos são mantidos em atividade nas próximas décadas.

Durante uma participação no podcast "The Adam Buxton Podcast", em 2023, Tom Hanks comentou que os avanços da inteligência artificial e das tecnologias de deepfake podem mudar para sempre a indústria do entretenimento, permitindo que atores continuem aparecendo em produções mesmo após a morte.

“A primeira vez que fizemos um filme com uma quantidade enorme de dados pessoais armazenados em um computador — literalmente nossa aparência — foi em 'O Expresso Polar'”, disse Hanks, sobre o filme natalino de 2004.

“Nós previmos isso, vimos que haveria essa capacidade de pegar zeros e uns de dentro de um computador e transformá-los em um rosto e um personagem. Isso só cresceu um bilhão de vezes desde então e vemos isso em todos os lugares.”

O futuro da franquia

Embora tenha demonstrado preocupação com o avanço da IA, Hanks não descartou retornar ao papel. Ainda ao Entertainment Weekly, ele afirmou que gostaria de continuar interpretando Woody enquanto houver histórias relevantes para contar.

Ao comentar a possibilidade de um sexto filme, o ator ressaltou que qualquer nova sequência precisaria trazer algo realmente novo ao universo da franquia. Para ele, o sucesso comercial sozinho não justifica a continuidade da saga. Um novo capítulo só faria sentido se apresentasse uma proposta criativa capaz de renovar a série.

“É melhor que seja ótimo. É melhor que explore algum tema que não esteja apenas sendo prolongado porque as pessoas gostam do título. Quero dizer, é um grande negócio corporativo, sem dúvida, não vou desconsiderar isso. Mas, a menos que seja bom, novo, original, não há motivo algum para fazê-lo.”, pontuou Hanks.

'Toy Story 5' já é um sucesso

As declarações acontecem em meio ao lançamento de "Toy Story 5", que reúne novamente Tom Hanks como Woody, além de Tim Allen como Buzz Lightyear. O longa, que aborda a relação das crianças com a tecnologia moderna e coloca os brinquedos diante de uma nova ameaça digital, arrecadou US$ 160 milhões em seu primeiro fim de semana no mercado norte-americano, superando com folga a marca de US$ 131,7 milhões registrada por "Super Mario Galaxy: O Filme", que ocupava o posto de melhor estreia do ano até então.

Além de liderar o ranking anual, "Toy Story 5" também estabeleceu um novo recorde dentro da própria série. A animação ultrapassou os US$ 120 milhões arrecadados por "Toy Story 4" (2019) em sua estreia, tornando-se a maior abertura da história da franquia criada pela Pixar.

O desempenho também colocou o filme em uma posição de destaque entre as animações de todos os tempos. Com US$ 160 milhões arrecadados em seu primeiro fim de semana, "Toy Story 5" conquistou a segunda maior estreia da história para uma animação nos Estados Unidos. A única produção à sua frente continua sendo "Os Incríveis 2", que abriu com US$ 182,7 milhões em 2018.

Fora dos Estados Unidos, o desempenho também tem sido expressivo. No mercado internacional, "Toy Story 5" já arrecadou US$ 152 milhões. Somado ao desempenho em território estadunidense, o filme alcançou US$ 312 milhões em bilheteria mundial.

No Rotten Tomatoes, a produção registra 93% de aprovação, com o consenso destacando a capacidade dos brinquedos de se reinventarem diante dos desafios da era digital. Já no Metacritic, a obra soma 74 pontos de 100.

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