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O Letterboxd está à venda — e mira Hollywood

A plataforma que se tornou a rede social favorita dos cinéfilos do mundo pode em breve ter um novo dono, segundo site. A pergunta é quem

Letterboxd: rede social de filmes quer vender participação (Letterboxd/Reprodução)

Letterboxd: rede social de filmes quer vender participação (Letterboxd/Reprodução)

Publicado em 27 de abril de 2026 às 07h43.

A Tiny, holding canadense que controla 60% do Letterboxd, rede social famosa entre os cinéfilos, está atrás de um comprador para sua participação na plataforma, segundo reportagem do Semafor publicada no domingo, 26. O banco de investimentos Liontree já foi contratado para conduzir o processo de venda.

A notícia marca uma virada para uma das plataformas digitais independentes mais bem-sucedidas da última década.

Fundado em 2011 na Nova Zelândia pelos desenvolvedores Matthew Buchanan e Karl von Randow, o Letterboxd passou anos como um projeto de nicho para cinéfilos obstinados, um lugar para registrar filmes assistidos, dar notas, escrever críticas e montar listas.

Tudo mudou em 2020, quando a pandemia empurrou as pessoas para dentro de casa e para dentro das telas. Em poucos anos, a plataforma saltou de cerca de 1 milhão de usuários para mais de 26 milhões, segundo registros da própria empresa. A maioria tem entre 18 e 34 anos.

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O crescimento atraiu a Tiny, holding listada na bolsa de Toronto que também controla a marca de software para DJs Serato e a fabricante de equipamentos de café AeroPress.

Em 2023, a empresa comprou 60% do Letterboxd — apelidado de "o Goodreads para filmes" — avaliando a plataforma em cerca de US$ 50 milhões, segundo o Variety. Os fundadores mantiveram participação minoritária e continuaram à frente da operação.

Na época, usuários temiam que a nova gestão comercializasse excessivamente a plataforma.

Nos três anos seguintes, as mudanças foram poucas: a publicidade display foi reforçada e a empresa lançou um serviço de aluguel de filmes difíceis de encontrar. Uma expansão para resenhas de séries de televisão, anunciada em 2023, segue incompleta.

Agora a Tiny parece ver uma janela de saída lucrativa.

Antes de contratar o Liontree, a empresa chegou a abordar The Ankler, startup de mídia especializada em Hollywood, em 2025 — mas as negociações não chegaram a um acordo sobre os termos. A Tiny também teria conversado com a Versant, empresa controladora da CNBC e da MS NOW, segundo o Semafor.

O processo de venda acontece em um momento delicado para a plataforma. O Letterboxd foi citado como um dos principais motores de crescimento no fundo de venture da Tiny em divulgações feitas no início deste mês — sinal de que a empresa reconhece o valor do ativo antes de vendê-lo.

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Ao mesmo tempo, as ações da Tiny recuaram desde a aquisição do Letterboxd, e uma venda poderia ajudar a holding a administrar suas dívidas.

Há um detalhe que complica qualquer negociação: o cofundador Matthew Buchanan retém direito de veto sobre qualquer comprador em potencial, cláusula inserida justamente para preservar o espírito original da plataforma.

Usuários do Letterboxd são conhecidos por reagir com intensidade a mudanças e o Semafor cita o caso do Mubi, serviço de streaming de cinema de arte cujos assinantes cancelaram em massa as mensalidades após descobrirem vínculos de um de seus investidores com a guerra de Israel.

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