(Evan Vucci/AFP)
Redação Exame
Publicado em 17 de maio de 2026 às 11h45.
Pequim confirmou neste sábado que chegou a um entendimento preliminar com Washington para cortar tarifas alfandegárias sobre produtos considerados estratégicos por ambos os lados.
O anúncio veio acompanhado da confirmação oficial chinesa sobre a aquisição de aviões comerciais americanos — operação que o presidente Donald Trump já havia adiantado durante sua passagem por Pequim em visita de Estado.
Em comunicado, o Ministério do Comércio da China detalhou ainda a criação de conselhos bilaterais voltados ao comércio e ao investimento. Esses fóruns devem funcionar como canais permanentes de negociação, encarregados de tratar de pendências como o recuo tarifário sobre categorias específicas de mercadorias.
Os dois governos também reafirmaram o compromisso de cumprir o que já havia sido pactuado em rodadas anteriores de negociação. Entre os pontos destacados como progresso estão o comércio do setor agrícola e a cooperação na área aeronáutica.
No campo agrícola, as maiores economias do planeta acertaram afrouxar barreiras não tarifárias sobre uma lista de produtos. Do lado chinês, entram itens como pescados e laticínios; do lado americano, carnes bovina e de aves.
O acordo prevê ainda a ampliação do fluxo comercial agrícola entre os dois países por meio de reduções tarifárias recíprocas em produtos previamente definidos.
A pasta chinesa também ratificou os termos relativos à compra de aeronaves dos Estados Unidos, incluindo a contrapartida americana de assegurar o fornecimento contínuo de motores e peças aeronáuticas para a China.
As duas partes manifestaram interesse em manter a colaboração no setor.
Trump já havia declarado anteriormente que a China se comprometera a adquirir ao menos 200 jatos comerciais da Boeing, número que poderia chegar a 750 caso determinadas condições sejam atendidas. Se confirmado, o pedido encerraria um jejum de quase dez anos de encomendas chinesas à fabricante americana.
De acordo com o ministério, as delegações comerciais dos dois países seguem discutindo aspectos técnicos do acordo e devem fechar os pontos pendentes em breve, com execução conjunta na sequência.
Com agência EFE