Megablocos: Circuito Preta Gil será o epicentro do planejamento municipal para o Carnaval de 2026 (Fernando Maia/Riotur/Divulgação)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 17h59.
Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 18h05.
O Carnaval está marcado para a terceira semana de fevereiro. E o Rio de Janeiro é um dos principais destinos para quem quer aproveitar a folia.
O público estimado para o Carnaval de Rua carioca de 2026 é de 6 milhões de pessoas. De acordo com o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o número provavelmente será maior.
Após bater recordes de turismo em 2025, sobretudo com a presença de estrangeiros, a festa popular mais característica do Rio de Janeiro quer novamente superar a anterior em quantidade e qualidade. A Prefeitura se mostra tranquila e segura do próprio planejamento.
"Quem ainda estiver em dúvida sobre qual cidade passar o Carnaval, venha para o Rio. A cidade está preparada para receber todo mundo", afirmou Fellows em coletiva de imprensa desta quinta-feira, 15.
De fato, os preparativos para os eventos mobilizam a maior parte da administração municipal e uma parcela da estadual. "É o momento da cidade de maior esforço operacional para a Prefeitura", diz Marcus Belchior, Secretário da Ordem Pública.
Por trás da folia, há um investimento pesado no planejamento e na fiscalização dela. Perguntada pela EXAME, a Riotur não divulgou o valor investido no Carnaval de 2026, mas assegurou que é uma operação coordenada que vai além das festividades.
Até mesmo questões como a precificação abusiva direcionada a turistas é parte do planejamento, com a atuação do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) nas regiões de maior concentração de público.
Confira abaixo os principais números divulgados pela Prefeitura do Rio de Janeiro para o Carnaval de Rua de 2026.
Quanto aos bairros onde serão realizados os blocos, o Centro e Zona Sul se destacam.
De acordo com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), os esforços em manter as ruas menos sujas durante e após os desfiles superaram todos os outros anos:
A limpeza será mantida até o último dia oficial do Carnaval, com o encerramento marcado pela passagem do Monobloco.
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e a Guarda Municipal montaram uma operação especial de ordenamento urbano e patrulhamento preventivo:
As equipes atuarão na concentração, no trajeto e na dispersão dos blocos, com fiscalização do comércio irregular, apreensão de garrafas de vidro, patrulhamento das estações do BRT, ações da Ronda Maria da Penha nos megablocos e distribuição de pulseiras de identificação para crianças em blocos infantis.
A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) implantará operações especiais de trânsito em todas as regiões da cidade.
As equipes atuarão diretamente nos pontos de folia, com monitoramento contínuo feito pelo Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio). As interdições também serão disponibilizadas no aplicativo Waze.
O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) fará o monitoramento em tempo real de todos os pontos com programação oficial.
As informações também estarão disponíveis no aplicativo COR.Rio, que reúne trânsito em tempo real, previsão do tempo, bloqueios de vias, em parceria com o Waze, e níveis de calor.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) montou um esquema especial de atendimento pré-hospitalar.
No Centro, haverá dois postos, Praça Ana Amélia e Largo da Carioca, que darão suporte a 30 blocos, incluindo os 10 megablocos do Circuito Preta Gil.
Hospitais da rede municipal terão reforço nos plantões, com remoções coordenadas pela Central Municipal de Regulação.
A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Cuidados do Rio (SPM-Rio) estruturou a operação “Carnaval + Seguro para Mulheres”.
A operação envolve assistentes sociais, psicólogas e advogadas, com acolhimento imediato, orientação e encaminhamento à rede municipal de proteção, reforçando a presença da política pública nos espaços de maior concentração de foliões.