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Eric Dane, de Grey's Anatomy, e Stephen Hawking tinham a mesma doença

Tanto o ator quanto o físico morreram na batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Stephen Hawking: cientista conviveu com a ELA por mais de 50 anos (Dave J Hogan/Getty Images)

Stephen Hawking: cientista conviveu com a ELA por mais de 50 anos (Dave J Hogan/Getty Images)

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 09h27.

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Eric Dane, ator conhecido por seu papel em Grey's Anatomy, morreu aos 53 anos na última quinta-feira, 19, após uma batalha contra esclerose lateral amiotrófica (ELA). A doença é a mesma que vitimou o físico britânico Stephen Hawking, em 2018.

A informação foi divulgada pela família do artista ao portal TMZ. Dane estava internado em um hospital de Los Angeles e morreu acompanhado da esposa, das duas filhas e de amigos e parentes.

Dane ficou conhecido por seu papel como o cirurgião plástico Dr. Mark Sloan e por interpretar Cal Jacobs, pai de Nate Jacobs, na série Euphoria.

Eric Dane e Stephen Hawking

O ator foi diagnosticado com ELA em abril de 2025, aos 52 anos, e morreu menos de um ano depois.

A maior parte dos pacientes identifica a doença em uma faixa etária similar à de Dane, entre 55 e 75 anos segundo o Ministério da Saúde. 

Mas esse não foi o caso de Hawking. O cientista foi diagnosticado aos 21 anos, quando estudava na Universidade de Cambridge, e conviveu por 55 anos com a doença. Stephen Hawking morreu em maio de 2018, aos 76 anos.

Em 1988, mesmo já estando em cadeira de rodas, com movimentos e comunicação debilitados, o físico publicou o livro "Uma Breve História do Tempo", que viria a se tornar um best-seller e apresentava uma "teoria de tudo". A teoria reunia toda a pesquisa de sua vida sobre o universo e veio a transformar a física moderna.

Em 2014, a teoria inspirou um filme de homônimo que rendeu a Eddie Redmayne o Oscar de Melhor Ator por sua interpretação de Hawking.

O que é a ELA?

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurológica degenerativa que atinge os neurônios motores — células responsáveis por controlar os movimentos voluntários dos músculos. A condição provoca fraqueza e atrofia muscular progressivas e, em geral, não compromete a capacidade intelectual e cognitiva.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ELA atinge em média cerca de uma a cada 50 mil pessoas por ano. 

Principais sintomas

  • Fraqueza muscular que começa em um membro ou em um lado do corpo, com perda de força e de massa muscular;
  • Dificuldade para atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas, levantar-se e manter a cabeça erguida;
  • Alterações na fala, como voz arrastada, lenta ou anasalada;
  • Dificuldade para mastigar e engolir, com engasgos frequentes e risco de aspiração;
  • Cãibras, espasmos e tremores musculares;

Em estágios avançados, comprometimento da respiração, exigindo suporte ventilatório.

Tratamento e prognóstico

Não existe cura para a ELA. O tratamento busca retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas. Medicamentos como o riluzol podem prolongar a sobrevida e reduzir a velocidade da perda de força muscular.

O cuidado é multidisciplinar, envolvendo neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo, entre outros profissionais, para preservar mobilidade, comunicação, alimentação e respiração pelo maior tempo possível.

Com a progressão, a ELA leva a incapacidade motora importante e, em geral, à morte por complicações respiratórias.

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