O Agente Secreto: produção brasileira ficou na primeira colocação do ranking (Divulgação/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 10h17.
O diretor espanhol Oliver Laxe, responsável pelo filme “Sirāt”, criticou publicamente a atuação de brasileiros na votação do Oscar 2026. O longa concorre com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, na categoria de Melhor Filme Internacional.
A declaração foi dada em entrevista à televisão espanhola, na quinta-feira, 22, após o anúncio das indicações. Segundo Laxe, haveria um viés nacionalista entre os votantes brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
“Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele”, afirmou o diretor.
Atualmente, a Academia do Oscar reúne cerca de 10 mil membros, responsáveis por votar nas indicações e nos vencedores da premiação. Desse total, menos de 70 são brasileiros.
As falas repercutiram negativamente nas redes sociais do cineasta. Usuários brasileiros passaram a criticá-lo após a divulgação da entrevista.
Indicado ao Oscar 2026 nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som, “Sirāt” acompanha a jornada de um pai e um filho que chegam a uma rave nas montanhas do Marrocos em busca de Mar, filha e irmã que desapareceu meses antes.
Em meio à música eletrônica e a um ambiente marcado por uma sensação crua de liberdade, os dois distribuem fotos da jovem enquanto seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto.
O filme dividiu o prêmio do júri no último Festival de Cannes e abriu a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A produção leva a assinatura da produtora El Deseo, dos irmãos Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar, e é distribuída no Brasil pela Retrato Filmes.
A estreia de “Sirāt” nos cinemas brasileiros está marcada para 26 de fevereiro.