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Qual é a fortuna dos brasileiros por trás da fintech vendida por R$ 27 bilhões

Fundadores da Brex detêm 28% da fintech e aguardam liquidação de venda bilionária

Brex: empresa foi vendida por bilhões na quinta-feira, 22  (Brex/Divulgação)

Brex: empresa foi vendida por bilhões na quinta-feira, 22 (Brex/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 10h01.

A fortuna dos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras está prestes a passar por uma reavaliação decisiva. Fundadores da Brex, os dois detêm juntos 28% da empresa, que foi vendida em 22 de janeiro de 2026 para a Capital One por US$ 5,15 bilhões. A operação será concluída até meados do ano, com pagamento em 50% em dinheiro e 50% em ações.

Com base nessa proporção, a participação dos sócios poderia representar até US$ 1,44 bilhão em ativos líquidos e ações da Capital One, mas o valor final dependerá dos termos de liquidação e da cotação das ações no fechamento da transação.

Patrimônio antes da venda

Em 2025, Franceschi apareceu na 8ª posição entre os bilionários mais jovens do Brasil, com R$ 3,3 bilhões, segundo a Forbes. Ele era o único da lista a ter construído seu patrimônio de forma independente, sem herança.

Dubugras, embora não listado entre os dez mais jovens naquele ano, manteve trajetória patrimonial equivalente. Em 2023, a fortuna combinada dos dois era estimada em R$ 8,8 bilhões, com R$ 4,4 bilhões para cada um. Ambos entraram para a lista de bilionários globais da Forbes em 2022, com US$ 1,5 bilhão cada, na esteira da rodada de investimentos que avaliou a Brex em US$ 12,3 bilhões.

AnoPedro FranceschiHenrique DubugrasFonte
2022US$ 1,5 bilhão (R$ 7 bilhões)US$ 1,5 bilhão (R$ 7 bilhões)Forbes
2023R$ 4,4 bilhõesR$ 4,4 bilhõesForbes
2025R$ 3,3 bilhõesSem posição entre os 10 mais jovensForbes
2026A definir após transaçãoA definir após transaçãoCapital One

Reestruturação e venda

Após uma fase de crescimento acelerado, a Brex passou por reestruturações focadas em rentabilidade. A venda à Capital One ocorre num momento de consolidação do mercado de fintechs. A avaliação da empresa caiu mais de 50% desde 2022.

Franceschi permanecerá como CEO. Dubugras, chairman desde 2024, seguirá no conselho. Ambos migrarão parte de seus ativos para ações da Capital One.

Do Twitter ao Vale do Silício

A trajetória dos dois começou em 2012, com uma troca de mensagens sobre programação. Fundaram a Pagar.me em 2013, vendida à Stone em 2016. A Brex foi criada em 2017 após deixarem Stanford, e tornou-se uma das fintechs mais capitalizadas do Vale do Silício, com mais de US$ 1 bilhão captado em rodadas de investimento.

Próximo capítulo

A venda da Brex representa a maior aquisição da Capital One desde a compra da Discover Financial, avaliada em US$ 35 bilhões. A nova fase financeira de Franceschi e Dubugras dependerá da performance da ação da Capital One no mercado e do valor líquido realizado no fechamento da transação, previsto para o 2º trimestre de 2026.

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