Carnaval 2026: hoje é o último dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro; veja programação (Mauro PIMENTEL/AFP)
Redação Exame
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 16h08.
O terceiro dia de desfiles do Grupo Especial acontece nesta terça-feira, 17, a partir das 21h45, no Sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Quatro escolas encerram o Carnaval com enredos distintos e presença de nomes conhecidos à frente das baterias.
Passam pela avenida Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro.
Primeira a desfilar, a azul-pavão e amarelo-ouro de São Cristóvão apresenta “Lonã Ifá Lukumi”. O enredo aborda a trajetória de um babalaô cubano e a difusão do Ifá no Brasil a partir da década de 1990, apresentada pelo religioso Rafael Zamora.
Entre os destaques estão um abre-alas com cerca de 60 metros, uma alegoria que simboliza o encontro entre o conhecimento iorubá e saberes regionais de Cuba e a coreografia da rainha de bateria Mayara Lima, com presença de atabaques.
A Unidos de Vila Isabel leva para a Avenida “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”. O desfile é uma homenagem ao artista Heitor dos Prazeres.
A assinatura é dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, em estreia pela escola. A proposta inclui identidade visual inspirada nas pinturas do artista.
Estão previstos ainda a presença de Vilma Nascimento e Manoel Dionísio em um tripé, além da bateria comandada por Mestre Macaco Branco. Sabrina Sato é a rainha de bateria.
A tricolor de Caxias apresenta “A Nação do Mangue”, inspirado no manguebeat, movimento surgido em Recife nos anos 1990, associado a nomes como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
A comissão de frente é assinada por Hélio Bejani e Beth Bejani. A escola também presta homenagem a Chico Science.
Virgínia Fonseca estreia como rainha de bateria. A bateria é comandada por Mestre Fafá.
A última escola da noite é o Acadêmicos do Salgueiro. O enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau” reverencia a carnavalesca Rosa Magalhães.
Com sete títulos na Sapucaí, ela é apontada como a maior vencedora da era moderna do Sambódromo e iniciou sua trajetória no Salgueiro.
O desfile inclui um abre-alas com cerca de 70 metros em formato de barco, esculturas produzidas por profissionais do Caprichoso de Parintins, nove destaques com figurinos desenhados pela própria Rosa e um último carro que reunirá carnavalescos do Grupo Especial e da Série Ouro.
Viviane Araújo é a rainha de bateria.