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Estudos Latitud: futuro do e-commerce se dará pela logística sustentável e fidelização

Relatórios da plataforma Latitud mapeiam principais tendências para empresas de varejo eletrônico da América Latina

E-commerce: estudo da Latitud analia principais tendências na América Latina (TransUnioin/Divulgação)

E-commerce: estudo da Latitud analia principais tendências na América Latina (TransUnioin/Divulgação)

A predominância do e-commerce após a pandemia se tornou uma realidade indiscutível. Na América Latina, região que movimenta cerca de US$ 100 bilhões apenas no varejo eletrônico, as barreiras físicas e sanitárias impostas pelo covid-19 impuseram novas bases para a comercialização de produtos. Apenas em 2020, o número de consumidores que fizeram compras online pela primeira vez superou 10 milhões.

Ainda que já concentre índices grandiosos, o valor transacionado pelo e-commerce deve subir consideravelmente nos próximos anos, e a expectativa é que a penetração aumente ainda mais, de 11,7% em 2022 para até 13,6% em 2025.

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A análise é de um estudo inédito sobre o universo das fintechs B2C na região, realizado pela Latitud, plataforma de apoio ao empreendedorismo e startups na América Latina.

O estudo "Latin America: Future of E-commerce" faz parte de um report maior produzido pela Latitud sobre sete indústrias diferentes, o The LatAm Tech Report. Leia o estudo aqui. O objetivo do relatório é mapear as principais tendências e oportunidades em diferentes setores da economia — e consequentemente vislumbrar caminhos mais promissores para startups em busca de destaque na região.

E-commerce na América Latina

O Brasil, com 128 milhões de compradores digitais, lidera o ranking de e-commerce na América Latina, seguido do México, com 60 milhões, e Argentina, com 25 milhões. Mas, ainda que domine o ranking dos países mais adeptos ao varejo eletrônico, o Brasil ainda tem potencial de expansão, indicam os dados do relatório.

Por aqui, a taxa de penetração é de 10,8%, quase a metade dos 20,8% dos Estados Unidos e 27,7% da China, o que demonstra ainda existir importante espaço para crescimento da modalidade na região.

VEJA TAMBÉM: Estudos Latitud: depois do boom de investimentos, fintechs devem mirar nichos e falhas dos bancões

Quais são as tendências

De acordo com a Latitud, uma das principais tendências está relacionada à adoção desmedida de smartphones, que passam a ser preferência para compras digitais por boa parte da população, numa tendência batizada de mobile-first.

Problemas crônicos da região, como os percalços logísticos, devem pautar a atuação dos varejos que buscam algum diferencial. Nesse cenário, irão se destacar aqueles players com olhar aguçado para a sustentabilidade, e que adotem modais e processos menos agressivos ao meio ambiente nessa frente. Outras tendências mapeadas pelo estudo são:

  • Digitalização de pagamentos;
  • Aceleração do comércio eletrônico entre fronteiras,
  • Crescimento de bens digitais;
  • Ascensão do comércio social (social commerce);
  • Lealdade e fidelidade como diferencial competitivo

No caso das compras digitais, o destaque está para a aquisição de produtos e também de serviços pela internet e a crescente adoção de bens digitais como streaming, e-books, videogames, produtos digitais de educação (e-learning) e outros.

A proeminência do mercado de games serve de exemplo do potencial de crescimento da comercialização desses bens. A indústria de jogos cresceu mais de 30% em 2020, o que cria novas fontes de receita para produtores desses bens, agora com a chance de monetizar seus produtos através de vendas dentro de jogos de maneira recorrente.

O que pode atrapalhar

Para além das tendências, a Latitud se empenhou em também apontar os principais desafios para a evolução do e-commerce na América Latina. Os principais imbróglios, segundo a plataforma, estão relacionados a problemas já familiares a operadores do varejo, como a logística complicada — algo que exige planejamento inteligente e parceiros experientes.

A análise, segundo o documento, é de que “os operadores tradicionais de logística e entrega são caros e não confiáveis”, o que repercute em problemas com atrasos nas entregas e falta de confiabilidade.

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