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Trump, Xi, Mamdani e Leão XIV: os políticos mais influentes de 2026 para a Time

A publicação norte-americana divulgou sua tradicional lista 'Time100' com as pessoas mais influentes do ano, entre elas, diversas figuras políticas

Donald Trump: o presidente dos Estados Unidos é uma das pessoas mais influentes de 2026 para a revista Time (Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images/Getty Images)

Donald Trump: o presidente dos Estados Unidos é uma das pessoas mais influentes de 2026 para a revista Time (Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 15 de abril de 2026 às 17h45.

Última atualização em 15 de abril de 2026 às 18h01.

A revista Time publicou nesta quarta-feira, 15, sua tradicional lista com as 100 pessoas mais influentes do ano. Como de costume, a seleção tem estrelas do entretenimento, atletas, cientistas, executivos e figuras políticas.

Nessa última categoria, foram elencados pelo veículo 25 nomes, entre eles Donald Trump, Xi Jinping, Benjamin Netanyahu e o Papa Leão XIV. Após um ano marcado por numerosos conflitos militares, protestos, eleições e tarifas, o cenário geopolítico global tem se alterado rápida e severamente.

Os chefes de Estado mais influentes em 2026

Entre os 195 países reconhecidos no mundo, a Time selecionou e descreveu o papel global de 11 chefes de Estado entre as pessoas mais influentes de 2026:

  • Donald Trump: O presidente dos EUA redesenhou a ordem global. No último ano, aprovou uma reforma tributária massiva, impôs tarifas globais e executou uma agenda de deportação com unidades militares em cidades americanas. No exterior, ordenou ataques a locais nucleares iranianos, travando uma guerra com Teerã, e interveio na Venezuela até a captura de Nicolás Maduro.
  • Xi Jinping: No comando da China desde 2012, Xi consolidou seu poder sobre a economia e o Partido Comunista. Agora, foca em reescrever as regras globais através da Organização de Cooperação de Xangai, promovendo a moeda chinesa como alternativa ao dólar e avançando interesses sobre Taiwan, enquanto utiliza o domínio de terras raras para pressionar rivais.

    Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, durante reunião na Coreia do Sul (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

  • Benjamin Netanyahu: Após atentados em 2023, o primeiro-ministro israelense operou uma recuperação política através de campanhas militares no Irã, na Palestina e no Líbano. Apesar de popular internamente, enfrenta desgaste internacional pelas mortes de civis em Gaza e a expansão de assentamentos.
  • Claudia Sheinbaum: A presidente do México enfrentou ameaças de tarifas de Trump e a violência de cartéis, respondendo com a captura do traficante "El Mencho" e a destruição de laboratórios de fentanil. Defende a soberania mexicana de forma diplomática, apesar da economia lenta e da crise de pessoas desaparecidas.

    Claudia Sheinbaum, presidente do México. (José Méndez/EFE)

  • Mette Frederiksen: A primeira-ministra dinamarquesa ganhou o apelido de "Dama de Ferro" por sua postura firme na defesa. Diante das ameaças de Trump de adquirir a Groenlândia, seu governo planejou destruir campos de pouso para evitar uma invasão. Ela lidera um aumento nos gastos militares e pede uma Europa mais forte e autossuficiente contra a ameaça russa.
  • Balendra Shah: Aos 35 anos, o ex-astro de hip-hop foi eleito o primeiro-ministro mais jovem do Nepal, impulsionado por protestos da Geração Z contra a velha guarda. Conhecido como "Balen", o engenheiro civil e ex-prefeito de Catmandu é visto como um fenômeno populista que repudia a política dinástica do Sul da Ásia.

    Balendra Shah (2º à esquerda), candidato do Partido Rastriya Swatantra (RSP) e ex-prefeito de Katmandu, tira uma selfie com crianças e apoiadores durante uma campanha eleitoral porta a porta em Gauriganj, distrito de Jhapa, em 16 de fevereiro de 2026.

    Balendra Shah, eleito primeiro-ministro do Nepal. (Prakash Mathema/AFP)

  • Papa Leão XIV: Primeiro Papa nascido na América do Norte, o pontífice de Chicago busca reformar a Igreja para recuperar sua credibilidade moral após escândalos de abuso e corrupção. Defende uma "Igreja fora dos prédios", focada na caridade e no papel ativo dos leigos, enfatizando a presença de Deus na existência cotidiana.

    Papa Leão XIV (Alberto Pizzoli/AFP)

  • Sanae Takaichi: Tornou-se a primeira mulher primeira-ministra do Japão em outubro, quebrando um "teto de ferro" de 80 anos na política japonesa. Sua ascensão é vista como um passo histórico para a maturidade da sociedade japonesa e um sinal de vitalidade para a representação feminina no país.

    Japão: primeira-ministra Sanae Takaichi foi reeleita no último dia 8, levando a entusiasmos do mercado. (Eugene Hoshiko /AFP)

  • Tarique Rahman: Após 17 anos no exílio em Londres, Rahman retornou a Bangladesh para vencer as eleições de fevereiro em uma vitória esmagadora. Ele assumiu o posto de sua mãe, Khaleda Zia, buscando unificar o país, combater a inflação e o desemprego juvenil, além de restaurar direitos políticos.
  • Netumbo Nandi-Ndaitwah: Eleita a primeira mulher presidente da Namíbia, ela é uma antiga combatente do movimento de libertação que serviu como ministra das Relações Exteriores. É uma voz respeitada do Sul Global que defende a equidade, a justiça e a liderança feminina inclusiva.
  • Mark Carney: Ex-governador de bancos centrais, Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro do Canadá no ano passado. Apelidado de "George Clooney das finanças", ele é reconhecido por alertar sobre os riscos climáticos para a estabilidade financeira e por buscar reinventar a cooperação multilateral.

A influência da cúpula de Donald Trump no mundo

No poder há menos de um ano e meio, o governo Trump tem sido responsável por diversas mudanças na maior economia do mundo. Entre as diversas figuras poderosas nessa estrutura, a Time destacou quatro pessoas como as mais influentes do mundo:

  • Marco Rubio: Acumula os cargos de Secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional, um poder comparado ao de Henry Kissinger. Ele é o executor da política externa de Trump, incluindo a ofensiva contra o Irã, a captura do líder venezuelano e as negociações diplomáticas sobre tarifas e imigração.

    Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA

  • Susie Wiles: Chefe de Gabinete da Casa Branca e uma das figuras não eleitas mais poderosas. Ela impõe disciplina na Ala Oeste e é a conselheira de maior confiança do presidente. Mesmo em tratamento contra o câncer, permanece no cargo, sendo considerada indispensável por Trump.

    Susie Willes, Chefe de Gabinete da Casa Branca (Photo by POOL/ Getty Images /AFP)

  • Steve Witkoff: Bilionário do setor imobiliário e amigo pessoal de Trump, atua como enviado especial para o Oriente Médio. Trabalhou em cessar-fogos entre Israel e Hamas e trocas de prisioneiros com a Rússia, embora tenha participado das reuniões que precederam a decisão de Trump de lançar uma nova guerra contra o Irã.

    Steve Witkoff, uma das principais figuras da política externa de Trump. (Scott Olson/Getty Images/AFP)

  • Dan Caine: Ex-piloto de caça e tenente-general de três estrelas, foi escolhido por Trump para ser o Presidente do Estado-Maior Conjunto. É o conselheiro militar de maior confiança, tendo liderado ataques contra instalações nucleares iranianas e a captura de Maduro na Venezuela.

A oposição a Trump em 2026

O poder consolidados por Donald Trump tem encontrado resistência interna nos EUA.

Com as eleições de meio de mandato ainda em 2026 e a pressão da corrida presidencial em 2028, diversos nomes do Partido Democrata têm se mostrado como fortes nomes na oposição ao presidente atual. A Time escolheu quatro deles para sua lista: 

Agências internacionais

Para além das estruturas nacionais de poder, agências internacionais também são responsáveis por influenciar a geopolítica mundial. Para a Time, três pessoas dessas organizações estão entre as mais influentes do mundo:

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