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Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% por possível acordo com a China

Presidente dos EUA reage à parceria comercial entre China e Canadá e critica o premiê canadense, Mark Carney

Trump: presidente ameaça tarifas contra o Canadá (Joe Raedle/Getty Images)

Trump: presidente ameaça tarifas contra o Canadá (Joe Raedle/Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 11h36.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado, 24, impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados do Canadá, caso o país conclua um acordo comercial com a China.

A declaração foi feita em seu perfil na plataforma Truth Social. Trump acusou o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, de tentar transformar o Canadá em um "porto de descarga" para que a China envie mercadorias aos Estados Unidos.

“Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos”, escreveu.

Acordo entre os países

O aviso ocorre após o anúncio de uma parceria comercial entre China e Canadá na semana passada.

A assinatura da parceria estratégica entre China e Canadá representa o ponto mais alto de uma reaproximação que ocorre após seis anos de tensão diplomática.

As relações bilaterais se deterioraram em 2018, quando autoridades canadenses detiveram a executiva Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei, a pedido dos Estados Unidos. Em resposta, o governo chinês prendeu dois cidadãos canadenses sob acusação de espionagem.

A crise diplomática evoluiu para uma guerra comercial. Ambos os países aplicaram tarifas punitivas sobre produtos estratégicos, como canola, carne suína e equipamentos eletrônicos. A comunicação oficial foi reduzida ao mínimo, e visitas de alto nível foram suspensas.

A reaproximação começou a tomar forma em outubro de 2025, durante uma reunião entre Xi Jinping e Mark Carney à margem da cúpula da Apec. A retomada do diálogo coincidiu com a intensificação das pressões comerciais do presidente americano, Donald Trump, que ameaçou rever os termos do acordo de livre comércio com o Canadá.

Em 2024, os Estados Unidos responderam por cerca de 75% das exportações canadenses, enquanto a China ocupava o segundo lugar, com apenas 4% de participação, segundo dados do governo canadense. Diante da dependência do mercado americano, Ottawa buscou diversificar suas relações externas.

A visita de Carney a Pequim — a primeira de um chefe de governo canadense em oito anos — consolidou a reabertura diplomática. O acordo prevê reduções tarifárias em setores-chave, como veículos elétricos e produtos agrícolas, além da isenção de vistos para turistas canadenses. O gesto foi descrito por Carney como um passo “histórico” rumo a uma nova fase de cooperação.

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