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EUA x Venezuela: o que se sabe até agora

Donald Trump, presidente dos EUA, diz que seu país capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro

Ruas da Venezuela: vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que os Estados Unidos apresentassem provas de que ele estaria vivo (Miguel Gutiérrez/EFE)

Ruas da Venezuela: vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que os Estados Unidos apresentassem provas de que ele estaria vivo (Miguel Gutiérrez/EFE)

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 09h06.

Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 10h34.

Os Estados Unidos afirmaram neste sábado, 3, que capturaram e retiraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa durante uma operação militar e policial realizada na madrugada deste sábado, segundo declarou o presidente Donald Trump.

Segundo o The Wall Street Journal, a ação ocorre após meses de pressão crescente de Washington sobre o regime venezuelano, que incluiu a apreensão de petroleiros na costa do país, ataques aéreos contra supostas embarcações ligadas ao narcotráfico e uma operação da CIA em território venezuelano.

Em resposta, a vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que os Estados Unidos apresentassem provas de que ele estaria vivo.

Explosões foram registradas em Caracas e em outras localidades nas primeiras horas da manhã de sábado.

O governo venezuelano classificou a ofensiva como um ato de agressão militar dos Estados Unidos contra a capital e contra os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.

Em comunicado oficial, Caracas ordenou uma mobilização geral das forças sociais e políticas do país para enfrentar o que descreveu como um ataque imperialista. Moradores das proximidades do Palácio de Miraflores, sede do governo, relataram forte presença militar nas ruas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O governo venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de tentar se apropriar de seus recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e de buscar romper à força a independência política do país. “Eles não terão sucesso”, afirmou o comunicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fará uma coletiva de imprensa as 11h (horário local; 13h em Brasília).

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