Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela: Maduro teria sido capturado pelos EUA nesse sábado
Redação Exame
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 09h46.
Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 10h30.
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, classificou neste sábado como “sequestro” a captura do presidente Nicolás Maduro e responsabilizou diretamente os Estados Unidos por qualquer coisa que possa acontecer ao líder chavista.
Em entrevista por telefone à emissora estatal VTV, Saab disse que Maduro foi retirado do país em meio ao ataque aéreo anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou ter levado o mandatário venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, para fora do território venezuelano.
“Vamos às ruas exigir não apenas a imediata prova de vida do nosso presidente Nicolás Maduro Moros, mas também o fim deste sequestro em que ele se encontra”, afirmou Saab, convocando abertamente a mobilização popular.
O procurador-geral disse que o governo de Washington deve ser responsabilizado por qualquer incidente envolvendo a integridade física do presidente e descreveu a operação como um “ataque vil e covarde do inimigo imperial”, realizado nas primeiras horas da manhã em diferentes pontos do país, incluindo Caracas.
Ao comparar a situação atual à crise de abril de 2002, quando Hugo Chávez foi afastado brevemente do poder, Saab pediu que a população volte às ruas “como nos dias 11, 12 e 13” para exigir provas de que Maduro está vivo.
Ele também cobrou um posicionamento imediato das Nações Unidas e questionou a ausência de entidades internacionais de defesa de direitos humanos diante da ofensiva norte-americana: “Onde estão as organizações de direitos humanos?”.
O discurso de Saab se soma a outras vozes do alto escalão chavista que evitam confirmar a versão dos EUA sobre o destino de Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez já havia declarado que o governo venezuelano desconhece o paradeiro do presidente e de Cilia Flores e exigiu “prova imediata de vida” do casal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o país realizou um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país
Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em mensagem de áudio transmitida pela TV estatal que o governo “não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem da primeira combatente Cilia Flores” e exigiu “provas imediatas de vida” de ambos.
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— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) January 3, 2026
*Com informações de EFE