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Macron pede 'desescalada rápida' no Oriente Médio e pausa em ataques

Presidente francês defende interrupção de ofensivas contra civis e infraestruturas e cobra retomada do diálogo após ataques envolvendo Irã, EUA e Israel

O presidente francês, Emmanuel Macron, discursa em coletiva de imprensa após a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas. (John Thys/AFP)

O presidente francês, Emmanuel Macron, discursa em coletiva de imprensa após a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas. (John Thys/AFP)

Publicado em 19 de março de 2026 às 11h08.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira, 19, uma redução imediata da tensão no Oriente Médio e a suspensão de ataques contra civis e estruturas essenciais. A declaração foi feita na chegada a uma reunião de líderes europeus, em Bruxelas.

Segundo Macron, a prioridade é interromper as ofensivas em meio ao avanço do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já se estende a outros países da região. Ele também sugeriu uma pausa temporária nos combates durante um período religioso, como forma de conter a escalada.

O líder francês classificou como imprudente a intensificação recente das ações militares. Ele citou ataques iranianos a instalações energéticas no Catar, incluindo um episódio que provocou incêndio na refinaria de Ras Laffan, principal unidade de gás natural liquefeito do país.

Macron afirmou que discutiu a situação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que o americano também defendeu o fim dos bombardeios, especialmente contra estruturas civis ligadas a energia e abastecimento.

O presidente francês reiterou a defesa de negociações como caminho para reduzir a crise. Entre os pontos destacados, ele mencionou a necessidade de preservar a capacidade de produção na região e de garantir condições para a reabertura de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

*Com informações da EFE

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