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Paquistão pede aos EUA o adiamento em duas semanas do ultimato ao Irã para reabertura de Ormuz

Nesta terça-feira, o presidente Donald Trump ameaçou o regime de Teerã e afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite"

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 7 de abril de 2026 às 17h09.

Última atualização em 7 de abril de 2026 às 17h21.

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O primeiro-ministro do Paquistão solicitou aos Estados Unidos o adiamento em duas semanas do prazo imposto ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio às negociações envolvendo o conflito com participação de EUA, Israel e Irã.

A proposta foi direcionada ao presidente Donald Trump, que estabeleceu como limite às 21h desta terça-feira, 7, para que Teerã restabeleça a navegação na rota marítima estratégica. O líder americano declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite", caso não haja cumprimento da exigência.

O premiê paquistanês, cujo país atua como mediador no conflito, também pediu ao governo iraniano que reabra o Estreito de Ormuz pelo mesmo período de duas semanas, classificando a medida como um gesto de boa vontade. Ele defendeu ainda a implementação de um cessar-fogo temporário entre todas as partes envolvidas, com o objetivo de criar condições para o avanço das negociações diplomáticas.

Segundo o chefe de governo, os esforços por um acordo no Oriente Médio “avançam de forma constante”, indicando continuidade das tratativas em curso.

Proposta de Trégua e pressão sobre Ormuz

A proposta paquistanesa foi levada ao conhecimento da Casa Branca. Trump já foi informado e deve apresentar uma resposta em breve, segundo a secretária de imprensa Karoline Leavitt, em declaração ao site Axios nesta terça-feira.

Do lado iraniano, autoridades também receberam a sugestão de trégua. Fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que o governo de Teerã está "analisando positivamente" a possibilidade de cessar-fogo por duas semanas.

A iniciativa do Paquistão ocorre no contexto de escalada nas tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo. A proposta combina suspensão temporária das hostilidades com a retomada da navegação, pontos considerados centrais nas negociações em andamento.

Fim do prazo para Teerã

A guerra no Oriente Médio chegou a um momento decisivo nesta terça-feira, 7, com ataques intensificados horas antes do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

As ofensivas militares marcaram a manhã na região, em meio à contagem regressiva definida pelo presidente Donald Trump, que condicionou a retomada da navegação à resposta do Irã. O líder americano declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso Teerã não cumpra a exigência.

O governo iraniano respondeu com declarações em tom de confronto. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade de alto escalão afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz em troca de "promessas vazias". A mesma fonte indicou a possibilidade de ampliar a restrição marítima para o estreito de Bab el-Mandeb, rota alternativa que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho.

A autoridade iraniana também mencionou impactos no setor energético. Segundo a declaração, o Irã pode deixar "todo o Oriente Médio no escuro" caso haja ataques dos Estados Unidos contra usinas de energia no país.

O cenário envolve duas das principais rotas marítimas globais: o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, pontos centrais para o fluxo de petróleo e comércio internacional. As ameaças sobre essas vias ocorrem em paralelo ao aumento das operações militares e à ausência de definição sobre uma solução diplomática imediata.

Risco de escalada

Na terça, os iranianos negaram uma proposta de cessar-fogo, pois o governo do país quer um "fim definitivo" ao conflito. O país ofereceu um plano de acordo com dez pontos, que os americanos teriam rejeitado, segundo o The New York Times. Ao mesmo tempo, prometeu retaliações duras caso os ataques à infraestrutura iraniana sejam realizados.

Ao mesmo tempo, Israel também segue realizando bombardeios no Irã e ataques no sul do Líbano, contra alvos que Tel Aviv diz terem ligações com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, em mais um sinal de que o fim do conflito ainda parece distante.

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