Líbano: texto foi enviado ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres (Kawnat HAJU/AFP)
Agência de Notícias
Publicado em 15 de abril de 2026 às 13h05.
O Líbano apresentou uma queixa à ONU pela onda de ataques israelenses que, há uma semana, causou mais de 350 mortes e deixou 1.200 feridos em várias regiões do país, incluindo Beirute, em uma campanha sem precedentes contra bairros "densamente povoados" e "sem aviso prévio".
"A mensagem destacou que esta é a escalada mais violenta desde 2 de março e que o número de bombardeios chegou a aproximadamente 100 em menos de dez minutos", informou nesta quarta-feira, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Líbano.
"Bairros residenciais densamente povoados foram atacados durante horários de pico e sem aviso prévio, levando a uma destruição generalizada e à queda de centenas de vítimas", acrescentou o departamento governamental.
O texto foi enviado ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres, além de ter sido encaminhado à Assembleia Geral como documento oficial.
De acordo com o último balanço oficial, a onda de ataques perpetrada em 8 de abril deixou pelo menos 357 mortos e 1.223 feridos, embora o Ministério da Saúde Pública tenha alertado que a publicação de um balanço definitivo levaria tempo devido à necessidade de identificar muitos restos mortais com exames de DNA.
As ações provocaram o desabamento de edifícios inteiros em plena capital e foram as mais intensas desde o início da guerra, há seis semanas.
O documento apresentado pelo Líbano às Nações Unidas também denunciou os ataques israelenses ocorridos contra alvos sanitários libaneses desde o último dia 2 de março, entre eles 17 que atingiram centros hospitalares e 101 direcionados a equipes de emergência, como ambulâncias, segundo a nota.