Estreito de Ormuz volta a ser palco de tensão aos 100 dias de guerra (Stringer/Reuters)
Repórter
Publicado em 26 de março de 2026 às 10h37.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o Exército israelense matou Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, em um ataque aéreo realizado na noite anterior.
Segundo Katz, a operação foi “precisa e letal” e também atingiu outros oficiais do comando naval iraniano. O governo israelense atribui a Tangsiri a responsabilidade pela instalação de minas e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
A ação ocorre em meio à escalada do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Desde então, Israel afirma ter eliminado diversos integrantes de alto escalão do regime iraniano.
De acordo com veículos como Haaretz, Times of Israel e The Jerusalem Post, Tangsiri era apontado por autoridades israelenses como peça central na interrupção do tráfego internacional no estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
O fechamento da passagem marítima elevou os preços da commodity e ampliou as tensões na região. O governo iraniano mantém restrições à navegação para países considerados inimigos, mas permite a circulação de embarcações de nações que considera aliadas, como Índia e Tailândia.
Enquanto isso, o conflito segue sem trégua. Apenas nesta quinta-feira, o Irã lançou sete ondas de mísseis contra o território israelense, segundo autoridades locais.
Apesar de contatos indiretos entre Washington e Teerã para tentar encerrar a guerra, o governo iraniano rejeitou uma proposta inicial de cessar-fogo dos Estados Unidos e nega a existência de negociações formais.
Israel, por sua vez, indicou que pretende continuar os ataques contra alvos e infraestruturas estratégicas do Irã, independentemente de eventuais avanços diplomáticos.
*Com informações de EFE e AFP