Escudo das Américas: lista tem 24 organizações classificadas como “narcoterroristas” (Mandel NGAN/AFP)
Repórter
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 20h45.
Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 20h54.
RESUMO | A pedido do governo de Donald Trump, os 15 países do Escudo das Américas anunciaram uma ação conjunta para impor sanções a 24 organizações classificadas como “narcoterroristas”. A lista inclui o PCC e o Comando Vermelho.
A coalizão Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 22, uma ação conjunta para impor sanções a 24 organizações classificadas pelo grupo como “narcoterroristas”. Entre os alvos estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
“Anunciamos hoje a primeira ação conjunta para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz um comunicado divulgado após uma reunião de líderes da coalizão na sede da ONU, em Nova York.
O acordo foi firmado a pedido do governo Trump pelos 15 países que integram o grupo: Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
O documento estabelece a intenção dos países de adotar, conforme as respectivas legislações, medidas como congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material, incluindo suporte logístico.
A iniciativa também prevê um pedido conjunto à Organização dos Estados Americanos (OEA) para convocar uma reunião de consulta para discutir uma resolução que facilite ações coletivas contra as organizações listadas, com base no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio).
Segundo o documento, os 15 países pretendem atuar conjuntamente para aplicar sanções e outras medidas contra os grupos.
Peru, Chile e Colômbia estão entre os novos integrantes do Escudo das Américas, criado em março por iniciativa de Trump e formado por governos alinhados ao republicano na região.
Os Estados Unidos já aplicam há décadas sanções econômicas e jurídicas contra organizações, empresas e indivíduos. Os 24 grupos incluídos no acordo também já foram alvo de sanções de Washington.