Liderança: atenção permanente ajuda executivos a antecipar mudanças e evitar a acomodação.
Colunista
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 11h00.
“Tranquilo não. Tranquilo nunca.” Essa frase sempre causava impacto. Zem a dizia de forma abrupta, cortando o ar — e quem ouvia, parava.
“Como vai?” — “Tranquilo.” Era suficiente para o Zem intervir. Com convicção.
Tranquilo não é um estado de quem quer vencer. Tranquilo é o estado de quem parou de prestar atenção. Quem está tranquilo não está alerta. Não está antecipando. Não está com o radar ligado para o que pode mudar, para o que pode melhorar, para o que pode ameaçar.
O Zem não combatia o bem-estar. Combatia a acomodação disfarçada de equilíbrio. A diferença é fundamental.
Você pode estar seguro, e deve estar. Pode estar preparado, apto, confiante. Mas tranquilo nunca. Porque tranquilo fecha os olhos. E no mundo dos negócios, quem fecha os olhos perde espaço.
O mindset certo não é o da ansiedade permanente. É o da atenção permanente. É estar bem e, ao mesmo tempo, sempre pronto. Sempre olhando para frente. Sempre perguntando: o que pode ser melhor? O que ainda não fizemos? O que está mudando lá fora?
Essa palavra — tranquilo — parece inofensiva. Mas ela carrega um risco silencioso: o de normalizar o suficiente, o de celebrar o estável quando o necessário é evoluir.
Seguro, sim. Apto, sim. Pronto, sempre. Tranquilo, nunca.
Este texto integra uma série de colunas inspiradas nas parábolas de Antonio Carlos Zem — lições de liderança e gestão que aprendi caminhando ao lado dele na construção da BIOTROP.