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Irã retoma exportação de petróleo após dois meses de bloqueio

Dois superpetroleiros deixaram águas iranianas após avanço das negociações entre Teerã e Washington

Petróleo iraniano: superpetroleiros deixaram o país após avanço das negociações entre Teerã e Washington. (atlascompany/Freepik)

Petróleo iraniano: superpetroleiros deixaram o país após avanço das negociações entre Teerã e Washington. (atlascompany/Freepik)

Publicado em 17 de junho de 2026 às 08h31.

Pelo menos dois superpetroleiros da Companhia Nacional Iraniana de Petroleiros (NITC) deixaram as águas do Irã carregados com um total de 3,8 milhões de barris de petróleo bruto, marcando a primeira exportação do país em dois meses após um prolongado bloqueio naval.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo portal especializado TankerTrackers, que afirmou ter confirmado a operação por meio de dados de rastreamento marítimo AIS e imagens de satélite.

Os navios identificados foram o DIONA e o HERO2, ambos classificados como VLCC (Very Large Crude Carrier), categoria de petroleiros de grande capacidade utilizada para o transporte de petróleo em longas distâncias.

Segundo o monitoramento, outro navio iraniano, o STREAM, também se aproxima da linha de bloqueio a partir da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Paquistão. A embarcação teria permanecido nas últimas sete semanas na região aguardando autorização ou condições consideradas seguras para acessar os portos iranianos.

A retomada das exportações ocorre após o anúncio de que Estados Unidos e Irã assinarão, na sexta-feira, um memorando de entendimento no complexo suíço de Bürgenstock. O documento deve abrir negociações para um acordo de paz definitivo com prazo de 60 dias.

Durante a cúpula do G7, realizada em Évian, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou confiar no cronograma das negociações e reiterou que um eventual acordo deverá garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares.

Trump também declarou que o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo, permanecerá aberto à navegação sem restrições.

*Com EFE 

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