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Israel intensifica ofensiva no sul do Líbano em novo ataque contra membros do Hezbollah

Ataque ocorre dias antes de uma nova rodada de negociações entre os dois países em Roma

 (Abbas Fakih/AFP)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 1 de agosto de 2026 às 15h09.

Última atualização em 1 de agosto de 2026 às 15h14.

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O Exército de Israel afirmou ter matado "vários terroristas do Hezbollah" durante uma operação realizada na madrugada deste sábado, 1, nas colinas de Ali Taher, nos arredores de Nabatieh al Fawqa, no sul do Líbano.

Segundo comunicado das Forças Armadas israelenses, um soldado ficou ferido durante a ação e foi encaminhado a um hospital. O Exército não informou quantos integrantes do Hezbollah morreram. Mais cedo, a Agência Nacional de Notícias (ANN), do Líbano, havia informado que duas pessoas ficaram feridas em um ataque de drone israelense contra um bairro de Nabatieh al Fawqa.

A ofensiva ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses no sul do Líbano. De acordo com a ANN, tropas israelenses realizaram patrulhas com veículos blindados na região de Saf al Hawa, em cidades e vilarejos próximos à chamada "linha amarela" — faixa ocupada por tropas israelenses.

A ANN também relatou que uma embarcação de patrulha israelense abriu fogo contra barcos pesqueiros na costa de Mansouri, na cidade de Al Bayada, numa tentativa de impedir a atividade de pesca.

Escalada em meio ao cessar-fogo

A escalada militar aumenta a preocupação do governo libanês e de organismos internacionais, especialmente após a explosão de grandes proporções registrada na sexta-feira, 31, nas imediações do histórico Castelo de Beaufort.

Pouco depois da explosão, Israel confirmou ter destruído parte de túneis que, segundo o governo, eram utilizados pelo Hezbollah sob a cordilheira de Beaufort. 

Israel e Líbano voltarão à mesa de negociações entre os dias 4 e 6 de agosto, em Roma, sob mediação dos Estados Unidos. O objetivo é avançar na implementação do acordo de segurança firmado em junho, consolidar a retirada das tropas israelenses e ampliar a presença do Exército libanês na região.

*Com informações da EFE

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