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Irã afirma que líder supremo sobreviveu a ofensiva de EUA e Israel

Segundo o chanceler, Khamenei está vivo “até onde sei” e “todos os altos oficiais estão vivos”, apesar da ofensiva militar

Abbas Araghchi: ministro das Relações Exteriores do Irã (OZAN KOSE/AFP)

Abbas Araghchi: ministro das Relações Exteriores do Irã (OZAN KOSE/AFP)

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 12h45.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado, 28, em entrevista à emissora americana NBC, que o líder supremo Ali Khamenei e os principais dirigentes do país estão vivos após os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel.

Segundo o chanceler, Khamenei está vivo “até onde sei” e “todos os altos oficiais estão vivos”, apesar da ofensiva militar.

Na mesma entrevista, Araghchi declarou que o Irã está interessado “em uma desescalada” do conflito. Ele ressaltou que os ataques realizados em retaliação têm como alvo bases americanas no Golfo, e não os países que abrigam essas instalações militares.

Mais cedo, Araghchi disse que as Forças Armadas do país “ensinarão aos agressores a lição que merecem” ao comentar o que chamou de guerra “ilegal e ilegítima” conduzida por Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país.

O chanceler também afirmou que Trump teria transformado o slogan America First, expressão em inglês que significa “América em primeiro lugar”, em Israel First, “Israel em primeiro lugar”, o que, segundo ele, resultaria em America Last, “América em último lugar”.

“Nossas poderosas Forças Armadas estão preparadas para este dia e ensinarão aos agressores a lição que merecem”, escreveu Araghchi, sem detalhar quais medidas militares poderiam ser adotadas nem citar operações específicas.

EUA e Irã

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã neste sábado após o fracasso de negociações diplomáticas e em meio à repressão violenta a protestos no país.

A ofensiva ocorre após semanas de conversas entre Washington e Teerã para tentar fechar um acordo que limitasse ou encerrasse o programa nuclear iraniano. As tratativas, porém, não avançaram.

Em vídeo publicado na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação tem como objetivo “defender o povo americano”.

Israel informou ter identificado o lançamento de mísseis iranianos em direção ao seu território e declarou que sua força aérea foi mobilizada para interceptar os projéteis.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, sirenes de alerta soaram em diversas cidades, e a população foi orientada a “seguir as instruções do comando militar” e permanecer em áreas protegidas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que forças israelenses e norte-americanas realizaram um ataque coordenado para “eliminar a ameaça existencial que o regime terrorista iraniano representa”. No comunicado, agradeceu ao “grande amigo Donald Trump” pela “liderança forte”.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio. Bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait foram atingidas. O Irã também disparou dezenas de drones contra Israel como forma de contra-ataque.

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