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Marrocos afirma que 40 mil pessoas chegaram à fronteira com Ceuta

País africano confirmou 11 mortes em seu território, dez delas por afogamento, durante fluxo migratório rumo às cidades espanholas

40 mil pessoas chegaram à fronteira em direção à cidade de Ceuta, diz Marrocos (Abdel Majid BZIOUAT/AFP)

40 mil pessoas chegaram à fronteira em direção à cidade de Ceuta, diz Marrocos (Abdel Majid BZIOUAT/AFP)

Publicado em 2 de agosto de 2026 às 18h47.

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O governo de Marrocos reconheceu neste domingo, 2, que cerca de 40 mil pessoas chegaram à fronteira em direção à cidade espanhola de Ceuta, e outras 1.135 rumaram a Melilla. O país confirmou 11 mortes em seu território, sendo dez por afogamento.

Resposta do governo marroquino

Em comunicado, o Ministério do Interior de Marrocos afirmou que o país "seguirá sendo, conforme prometido, um parceiro confiável e responsável, comprometido a fortalecer a cooperação e a coordenação internacionais".

A pasta atribuiu o fluxo migratório a uma série de fatores combinados: a exploração enviesada do espaço digital, a disseminação de informações enganosas, a atuação de quadrilhas de tráfico de pessoas e interpretações equivocadas de dados legais e administrativos. Esses fatores, segundo o ministério, alimentaram a ilusão de que seria possível acessar o espaço europeu com facilidade e sem consequências.

Balanço de vítimas

Segundo autoridades espanholas, mais de 50 mil pessoas entraram em Ceuta durante o movimento migratório, e a maioria já retornou aos países de origem. A Espanha confirmou 72 mortos. Somando-se às 11 mortes reconhecidas por Marrocos, o número total de vítimas já ultrapassa 80.

Medidas de segurança

As autoridades marroquinas adotaram uma abordagem descrita como "proativa e integral", que incluiu o aumento dos níveis de vigilância e mobilização, o reforço da preparação de diferentes órgãos de segurança e autoridades territoriais, e a intensificação do controle terrestre e marítimo, de acordo com o ministério.

A Procuradoria marroquina também abriu uma investigação judicial sobre os diversos atos e fatos associados aos episódios, com o objetivo de apurar responsabilidades e definir os efeitos jurídicos do caso, conforme informou o comunicado oficial.

*Com informações da EFE

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