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Chanceler do Irã diz que Forças Armadas darão ‘lição’ a agressores

Em publicação nas redes sociais, Abbas Araghchi afirma que conflito é “totalmente não provocado” e resgata tuíte de 2012 de Donald Trump sobre possível ataque ao Irã

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã: EUA e Israel receberão uma 'lição' (	AHMED HASAN/Getty Images)

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã: EUA e Israel receberão uma 'lição' ( AHMED HASAN/Getty Images)

Luciano Pádua
Luciano Pádua

Editor de Macroeconomia

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 10h34.

Última atualização em 28 de fevereiro de 2026 às 12h39.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado, 28, que as Forças Armadas do país “ensinarão aos agressores a lição que merecem” ao comentar o que chamou de guerra “ilegal e ilegítima” conduzida por Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país.

A declaração foi publicada no X após o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã na madrugada de sábado.

No texto, Araghchi classificou a ofensiva de Netanyahu e Trump como “totalmente não provocada”.

O chanceler também afirmou que Trump teria transformado o slogan America First, expressão em inglês que significa “América em primeiro lugar”, em Israel First, “Israel em primeiro lugar”, o que, segundo ele, resultaria em America Last, “América em último lugar”.

“Nossas poderosas Forças Armadas estão preparadas para este dia e ensinarão aos agressores a lição que merecem”, escreveu Araghchi, sem detalhar quais medidas militares poderiam ser adotadas nem citar operações específicas.

Menção a Trump

A mensagem incluiu a imagem de uma publicação feita por Trump em 2012, na qual o então empresário afirmava que, diante da queda de popularidade do presidente à época, Barack Obama, ele poderia lançar um ataque contra Líbia ou Irã.

Ao recuperar o conteúdo, o chanceler iraniano tenta associar o atual cenário a críticas anteriores feitas por Trump a ações militares no exterior.

O tom adotado por Araghchi reforça a estratégia do governo iraniano de apresentar o país como alvo de uma ofensiva externa coordenada.

Ao usar termos como “ilegal” e “ilegítima”, o ministro tenta situar o conflito no campo do direito internacional, embora não mencione resoluções específicas ou organismos multilaterais.

Ataque ao Irã

Os Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã. As primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.

A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã para tentar fechar um acordo que limitasse ou encerrasse o programa nuclear iraniano. As conversas, no entanto, não avançaram.

Em vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação tem como objetivo “defender o povo americano”.

O Irã respondeu atacando quatro bases norte-americanas no Oriente Médio. Segundo a agência estatal Fars, os alvos foram a base aérea de Al Udeid, no Catar; Al Salem, no Kuwait; Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; e a base da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein.

Os países da região repudiaram os ataques e informaram que interceptaram a maior parte das ofensivas iranianas.

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